O inevitável
O que era muito provável, aconteceu. A prefeita Suéllen Rosim (PSD) promove mudanças na presidência e em duas diretorias da Emdurb a partir desta sexta-feira (30). Donizete do Carmo dos Santos assume a presidência da empresa. A Diretoria Financeira passa a ser ocupada por Eriton Correa e a Diretoria de Limpeza Pública passa a ser dirigida por Valter dos Santos Dias. As alterações são resultados diretos de sindicância interna na Emdurb sobre a venda irregular de telhas e luminárias. Saem Gislaine Magrini, Bruno Primo e Levi Momesso.
Reflexo na Funprev
A Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais Efetivos de Bauru (Funprev), que tinha Donizete do Carmo dos Santos como presidente, passará a ter Gilson Gimenes Campos como presidente interino. A definição definitiva sobre o cargo compete ao Conselho Curador da Funprev. Donizete, por sinal, já ocupou a presidência da Emdurb e fez um trabalho considerado excelente.
Tarcísio, a opção
O deputado federal e presidente nacional do Partido Republicanos, Marcos Pereira, esteve nesta quinta-feira (29) em Bauru, onde afirmou ao JCNET que a união dos partidos de direita seria a melhor opção para a eleição presidencial neste ano. Defendeu a candidatura a presidente da República do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pereira esteve na cidade para a inauguração de seu escritório político de campanha junto com o vereador Beto Móveis (Republicanos), que lançou sua pré-candidatura a deputado estadual.
Dilema da direita
As últimas pesquisas de opinião sobre a eleição deste ano têm mostrado que Flávio Bolsonaro (PL), candidato de Jair Bolsonaro à Presidência da República, é competitivo para a disputa de segundo turno contra o presidente Lula (PT). Mas Tarcísio também se mostra no mesmo patamar de competitividade, mostram os números. A questão é se Tarcísio vai mesmo manter-se leal a seu padrinho político, Jair Bolsonaro, e abrir mão de disputar o Palácio do Planalto. No momento, parece que sim...
Pressão de Pereira
“Ele é o mais preparado, mais equilibrado, mais ao centro e tem rejeição mais baixa. A rejeição de Flávio Bolsonaro passa de 50%. Ele é bem conhecido até por ser filho do ex-presidente. O Tarcísio ainda tem, por incrível que pareça, um desconhecimento de 40% da população brasileira, o que também permite que ele tenha uma rejeição baixa. E quando você tem desconhecimento, a rejeição diminui e existe margem para crescimento”, disse Marcos Pereira ao JCNET.
Mais ao centro...
Os partidos do Centrão (PP, União Brasil, PSD, MDB, Solidariedade e Republicanos) preferem uma candidatura mais palatável às camadas conservadoras, mais ao centro do espectro ideológico brasileiro. Mas gostariam de ter o apoio dos bolsonaristas, de Jair Bolsonaro acima de tudo. Equação complicada. Bolsonaro não deverá abrir mão de apoiar um familiar, no caso, Flávio.
Tabuleiro complicado
O Republicanos tem Tarcísio. O PSD acaba de receber o governador Ronaldo Caiado e ainda tem Ratinho Jr e Eduardo Leite. O MDB deve, mais uma vez, a exemplo de 2022, deve ficar sem candidato a presidente devido aos diferentes alinhamentos estaduais. O Novo tem o governador de Minas, Romeu Zema. O Solidariedade acena para Caiado. E o PP tem inclinação pela candidatura de Flávio Bolsonaro, mas forma uma federação partidária com o União Brasil e a decisão terá de ser consensual.