25 de janeiro de 2026
SAÚDE E BELEZA

Picadas de inseto: saiba se é alergia e como cuidar


| Tempo de leitura: 4 min

No verão, a gente fica mais fora de casa e os insetos tendem a aparecer mais também, sobretudo mosquitos e pernilongos, Não à toa, as picadas são tão comuns. A reação natural é coçar, mas isso é a última coisa a se fazer. Ouço ainda muita gente falando que tem alergia, mas não necessariamente é o caso.

E então, o que fazer no caso das picadas e como se proteger dos insetos? Eu conto tudo a seguir.

Quais são os sintomas mais comuns de picadas de inseto?

Os sintomas mais comuns costumam aparecer apenas no local da picada. Geralmente incluem vermelhidão, inchaço, coceira e dor leve ou ardência. Em alguns casos pode surgir um pequeno caroço ou bolha, que tende a desaparecer em poucos dias.

Esses sinais acontecem porque o corpo reage à saliva ou ao veneno do inseto, ativando o sistema de defesa da pele. Na maioria das pessoas, esses sintomas não são graves e melhoram sozinhos com o passar do tempo.

Quando é sinal de alergia à picada?

É sinal de alergia quando a reação do corpo é mais intensa do que o esperado ou não fica restrita ao local da picada. Alguns indícios são inchaço muito grande, dor intensa, coceira espalhada pelo corpo, manchas na pele, falta de ar, tontura, náusea ou inchaço nos lábios, olhos e garganta. Em casos mais graves, há a tendência de ocorrer uma reação chamada anafilaxia, que é uma emergência médica.

Sempre que surgirem sintomas gerais ou dificuldade para respirar após uma picada, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

Como agir no caso de picadas de reação leve?

No caso de picadas com reação leve, o ideal é cuidar do local para aliviar os sintomas. Primeiro, lave a área com água e sabão para evitar infecção. Em seguida, faça uma compressa fria ou com gelo (envolto em um pano) por uns 10 minutos, ela ajuda a reduzir o inchaço e a coceira.

Também evite coçar, pois isso pode machucar a pele e facilitar a entrada de bactérias. Se necessário, o uso de pomadas calmantes ou antialérgicas, indicadas por um profissional de saúde, pode ajudar a aliviar o desconforto.

Normalmente, os sintomas melhoram em poucos dias sem complicações.

Quem tem mais tendência a ter picadas?

Algumas pessoas têm mais tendência a atrair insetos, e isso está relacionado a vários fatores do corpo e do ambiente, não apenas à pele. Pessoas que transpiram mais ou produzem maior quantidade de gás carbônico (CO?) ao respirar - como adultos, gestantes ou quem pratica atividade física - costumam atrair mais mosquitos. O odor corporal, influenciado por bactérias naturais da pele, também faz diferença. E

Há estudos que indicam que pessoas com tipo sanguíneo O tendem a ser mais picadas por mosquitos do que outros tipos, mas isso não é regra absoluta.

Quanto à pele desidratada, ela não atrai diretamente os insetos, mas pode reagir pior às picadas, ficando mais irritada, coçando mais e demorando mais para cicatrizar.

Outros fatores que aumentam as picadas incluem uso de perfumes doces, roupas escuras e a permanência em ambientes com água parada. Ou seja, não é apenas um fator isolado, mas uma combinação de características que pode tornar alguém mais "atrativo" para os insetos.

Todo mundo pode usar repelente?

De modo geral, sim, mas é importante prestar atenção à idade, à composição do produto e a possíveis sensibilidades da pele. Adultos saudáveis costumam usar repelentes comuns sem problemas, desde que sigam as instruções do rótulo.

Já em crianças, especialmente menores de 2 anos, o uso deve ser mais cuidadoso e, em alguns casos, só com orientação de um dermatologista. Também é recomendado evitar aplicar repelente em pele irritada, feridas, olhos, boca e mãos das crianças.

Pessoas com pele sensível, alergias ou doenças de pele devem optar por repelentes específicos para pele sensível e fazer um pequeno teste antes do uso. Gestantes e idosos geralmente podem usar repelente, mas dando preferência a produtos considerados mais seguros e adequados para esse público. Em caso de dúvida ou reação adversa, o ideal é suspender o uso e procurar orientação médica.

Além disso, sobretudo quando falamos em mosquitos do tipo Aedes aegypti, garanta que as áreas verdes da sua casa estão bem-cuidadas, e sem possibilidade de criadouros de mosquitos. Esse cuidado é essencial para sua família e também do bairro onde você mora.

Um forte abraço e até o próximo domingo!

Daniela Hueb - Médica, CRM-SP 96.027