22 de janeiro de 2026
AUXÍLIO NAS BUSCAS

Primo de crianças desaparecidas em Bacabal (MA) recebe alta

Por Bruna Fantti | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/SSP-MA
Buscas por irmãos desaparecidos continuam no interior do Maranhão

O menino de 8 anos, primo das duas crianças que seguem desaparecidas na zona rural de Bacabal, no Maranhão, recebeu alta do Hospital Geral nesta terça-feira (20), após permanecer internado por 14 dias. As buscas por Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, completam três semanas sem pistas concretas sobre o paradeiro dos irmãos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, logo após deixar o hospital, o menino participou das buscas com autorização judicial. Ele acompanhou equipes policiais e indicou o trajeto que fez com os primos até uma cabana abandonada, conhecida pelos investigadores como casa caída, situada a cerca de 50 metros do rio Mearim.

A criança havia sido encontrada no dia 7 de janeiro por carroceiros que trafegavam por uma estrada vicinal em um povoado de Bacabal.

O governo do Maranhão informou que o menino continuará recebendo acompanhamento psicológico e seguirá colaborando com informações que possam ajudar na localização dos primos.

As equipes concentram as buscas em um trecho onde cães farejadores identificaram sinais da presença das crianças. Militares da Marinha utilizam o equipamento subaquático side scan sonar para vasculhar cerca de três quilômetros do rio Mearim.

Nesta terça-feira (20), as autoridades passaram a restringir o acesso de pessoas que não integram a força-tarefa à região do rio e à base das equipes de busca.

Entenda o caso

Ágatha Isabelly, de 6, e Allan Michael, de 4, desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA). Eles estavam com o primo de 8 anos, encontrado três dias depois, debilitado, a cerca de quatro quilômetros do local.

A criança resgatada relatou que entrou na mata com os primos e passou por uma casa abandonada, onde elas teriam se separado por exaustão.

Cães farejadores confirmaram vestígios das crianças na área. As buscas mobilizam mais de 500 pessoas, com apoio de forças de segurança, voluntários e da Marinha, que utiliza sonar para varredura no rio Mearim, enquanto a Polícia Civil segue investigando o caso.