A força-tarefa envolvendo a Secretaria de Infraestrutura de Bauru, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros para localizar o corpo da feirante Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, completou três semanas nesta terça-feira (20) e a busca, apesar de estar muito próxima de ser encerrada, precisou ser adiada para quarta-feira (21). Isso porque choveu forte na região do bairro rural Rio Verde, localizado entre Bauru e Arealva, e o volume de água sobre o poço impede o desfecho do resgate, ao menos por enquanto, explicou Etelvino Zacarias Martins, o Teo, diretor de Obras da pasta.
“A expectativa de encerrar as buscas e encontrar o corpo era de acontecer hoje de manhã, mas, devido ao grande volume de água que caiu aqui, precisamos abortar momentaneamente até amanhã (quarta-feira)”, acrescentou Teo.
Conforme o JCNET vem noticiando, foi necessário escavar uma cratera gigantesca, com cerca de 30 metros de profundidade, no entorno de um poço na propriedade, além de demolir um imóvel secundário que era usado pelos caseiros. Trata-se da operação mais complexa já feita na cidade para localizar o corpo de pessoa vítima de homicídio.
Quem passa pelo local se impressiona com o tamanho do canteiro de resgate montado ao longo destas três últimas semanas. Além da enorme abertura na terra, outra dificuldade será remover, manualmente, vários sacos de adubo que o casal de caseiros Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40, jogou sobre a vítima no poço, supostamente para mascarar o cheiro da decomposição, apurou o JCNET. Eles estão presos.
Agora a Polícia Civil aguarda informações de instituições bancárias para apurar se houve desvio de dinheiro de Dagmar por parte dos suspeitos, no período em que passaram a trabalhar para ela, entre o final de 2019 e o início de 2020. O sigilo bancário foi quebrado pela Justiça, a pedido da polícia.
A reportagem apurou que, inclusive entre feirantes colegas da vítima, que atuam na Praça Nabih Gebara, conhecida como Praça da Assenag, no Jardim Estoril, circulam versões sobre eventuais extorsões praticadas em 2025, ano em que a idosa passou a faltar ao trabalho que mantinha com tanta seriedade.
Depois, Dagmar desapareceu, o que ensejou o registro do caso na Polícia Civil e a consequente investigação, que segue em andamento. A expectativa do delegado responsável pelo inquérito, Alexandre Protopsaltis, é de que o corpo seja encontrado em breve. Ele, inclusive, elogiou a dedicação da equipe de servidores municipais que atua no terreno com apoio de maquinário pesado da Secretaria Municipal de Infraestrutura e sob coordenação do diretor da pasta, Etelvino Zacarias Martins, o Teo.
No início das apurações sobre o desaparecimento da idosa, a Polícia Civil identificou que o veículo da vítima, um Fiat Strada, também havia sumido. O carro foi localizado após ter sido negociado pela dupla em diferentes cidades. O casal suspeito foi preso no dia 24 de dezembro, no Paraná, e permanece à disposição da Justiça.