A deputada estadual Professora Bebel (PT) esteve em Bauru no dia 15 de dezembro, quando criticou a falta de pagamento adequado das emendas parlamentares destinadas à área da saúde por parte do governo do Estado de São Paulo. Segundo a parlamentar, a situação compromete diretamente o financiamento do setor em municípios do Interior.
Por sua vez, a Secretaria de Governo e Relações Institucionais informou por meio de nota que, entre 2023 e 2025, a Secretaria de Estado da Saúde recebeu 35 indicações parlamentares para a cidade de Bauru, sendo 24 emendas impositivas e 11 transferências voluntárias destinadas a entidades filantrópicas, unidades estaduais e à prefeitura. Desse total, 20 emendas foram pagas. Outras 12 demandas foram impedidas durante a análise técnico-administrativa, conforme critérios previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), destaca.
O governo acrescentou que a liberação e a execução dos recursos seguem o fluxo administrativo de cada projeto, variando conforme a complexidade da tramitação e o cumprimento de critérios técnicos previstos em lei.
Mas para a deputada, os recursos da saúde não têm sido efetivamente pagos. “O governo Tarcísio nos deixou à deriva. Cada deputado estadual dispõe de cerca de R$ 12 milhões a R$ 13 milhões em emendas, sendo que metade é obrigatoriamente destinada à saúde. Esses recursos simplesmente não foram pagos”, afirmou. Bebel também criticou o que classificou como retirada do protagonismo dos parlamentares na destinação das emendas, ao alegar que o governo estadual tem negociado diretamente com prefeitos a liberação dos recursos.
O Estado, no entanto, respondeu que a Emenda Constitucional Estadual nº 45, de 2017, autoriza a destinação de até 0,45% da Receita Corrente Líquida do exercício anterior por meio de emendas impositivas dos deputados estaduais à Lei Orçamentária Anual (LOA).
Durante a passagem por Bauru, a deputada também se reuniu com a prefeita Suéllen Rosim (PSD) e visitou a escola infantil pré-moldada localizada nas proximidades da sede da Prefeitura. Na ocasião, a parlamentar destacou a necessidade de planejamento urbano integrado, especialmente diante dos impactos das mudanças climáticas.
“Na conversa que tive com a prefeita, ela explicou que há pedidos encaminhados ao governo estadual e que o principal problema enfrentado hoje é a drenagem urbana. É preciso pensar as cidades de maneira inteligente e sustentável”, aponta.
Na área da educação, Bebel defendeu o fortalecimento do piso salarial nacional dos professores, com reflexos em toda a carreira, além da ampliação dos investimentos na primeira infância, especialmente na oferta de vagas em creches em tempo integral.
Em 2025, o piso do magistério foi fixado em R$ 4.867,77 para a jornada de 40 horas semanais. Em Bauru, no entanto, a Prefeitura demorou a aplicar o valor corretamente, o que levou à judicialização do caso. A Justiça determinou o pagamento das diferenças salariais aos profissionais da educação, em meio a debates sobre impacto financeiro e critérios de cálculo adotados pelo Executivo municipal.
Professora Bebel, nome político de Maria Izabel Azevedo Noronha, é professora aposentada e cumpre seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Eleita em 2018 e reeleita em 2022, a deputada afirmou que pretende disputar a reeleição em 2026.
Antes de passar por Bauru, a parlamentar ainda cumpriu agenda na região Centro-Oeste paulista, incluindo visita à Santa Casa de Pederneiras, onde destinou uma emenda no valor de R$ 100 mil.