Dois homens invadiram em sequência duas casas vizinhas, sendo uma delas a do vereador Junior Rodrigues (PSD), que dormia com a esposa e as duas filhas pequenas quando o alarme disparou, na madrugada de sábado (3), na Vila Lemos, região da UPA da Bela Vista, em Bauru.
Segundo parlamentar, por volta das 4h, a dupla usou uma escada para entrar na residência de seu vizinho, que não estava no local, e removeram diversos objetos de valor. Em seguida, pelo primeiro imóvel invadido, subiram no muro da residência do vereador e acessaram o quintal. Eles furtaram alguns objetos que estavam em um quartinho nos fundos, até que o alarme disparou. Com o barulho, os suspeitos fugiram levando alguns itens, entre eles uma sela infantil para cavalo. A dupla segue foragida.
O vereador acrescenta a necessidade de a população sempre registrar boletim de ocorrência, por mais significante ou não seja ou furto, devido as estatísticas da Polícia Civil.
Junior Rodrigues, inclusive, tem destacado em sessões da Câmara a grande quantidade de furtos na cidade e cobrado autoridades para resolução do problema que aflige tantos bairros. Tanto que no dia 16 de dezembro, conforme o JCNET noticiou, o vereador, juntamente com os colegas Junior Lokadora (Podemos), Sandro Bussola (MDB) e Miltinho Sardin (PSD) receberam na Casa de Leis, em audiência pública, secretários municipais, o juiz Josias Martins de Almeida Junior, coordenador da Vara Regional de Garantias; Mário Lobo, coordenador de fiscalização da Secretaria Municipal de Aprovação de Projetos; Major Norberto Marsola Filho, coordenador operacional do 4º Batalhão de Caçadores da Polícia Militar em Bauru; Flávio Kitazume, coordenador de Políticas de Segurança e Monitoramento da Prefeitura; e técnicos da Secretaria Municipal de Assistência Social debateram a questão.
Um dos objetivos, segundo Junior Rodrigues, foi entender os motivos de ladrões serem soltos na audiência de custódia, retornando às ruas e voltando a cometer crimes. Na oportunidade, o juiz Josias Martins de Almeida Junior se aprofundou na dinâmica das audiências de custódia, rechaçando a ideia de que a soltura de investigados é realizada sem critérios.
Nesse sentido, expôs os requisitos legais considerados pelo juiz ao tomar a decisão, como o fato de o investigado ser réu primário ou reincidente. As problemáticas sociais que cercam o furto, classificado como crime contra o patrimônio no Código Penal Brasileiro, também foram abordadas pelo coordenador da Vara Regional de Garantias.