O piloto que morreu na queda da aeronave agrícola ocorrida na tarde desta terça-feira (11), em um canavial entre as cidades de Jaú e Barra Bonita (a 68 quilômetros de Bauru), era Alessandro Guirro, o Comandante Guirrão, de 52 anos, com mais de 30 deles dedicados à aviação.
Morador de Itápolis, ele era dono do próprio avião, usado em pulverizações agrícolas, e atuava com frequência no combate a incêndios em áreas de mata, em parceria com bombeiros da região de Bauru. A despedida será no velório da cidade, onde também será sepultado.
Guirrão deixa a viúva, Marileide Terezinha Parma Guirro, e dois filhos, Bruno e Camila. Em nota, a Prefeitura de Itápolis manifestou pesar e decretou luto oficial de três dias. Entidades ligadas à aviação também lamentaram a morte nas redes sociais, entre elas a página Aviação Agrícola – Voando Baixo.
Conforme o JCNET noticiou, de acordo com informações obtidas junto à Polícia Militar, equipes foram acionadas por funcionários de uma usina por volta das 16h35 para atender à ocorrência. Quando chegaram, constataram que o piloto, único ocupante da aeronave e que prestava serviços a uma usina, já estava sem vida. Houve vazamento de combustível.
Nesta quarta-feira (12), o Comando do 27º Batalhão de Polícia Militar do Interior, de Jaú, informou que, no local dos fatos, uma plantação de cana-de-açúcar, os policiais encontraram um avião de pequeno porte, de cor amarela, tombado sobre o eixo, com o trem de pouso voltado para cima. Foi possível verificar que se tratava de um Air Tractor AT-401, utilizado no controle de pragas em lavouras de cana.
“O piloto estava caído para fora da aeronave, em estado de óbito. Compareceram diversas equipes da Polícia Militar para prestar apoio, além do Corpo de Bombeiros, da Perícia Técnica, do delegado plantonista da Polícia Civil e do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão responsável por apurar acidentes envolvendo aeronaves”, conclui a nota assinada pelo tenente-coronel Márcio Adriano Michelassi.