21 de março de 2026
'ALIENÍGENA'

Larry Taylor se aposentará e será homenageado pelo Bauru Basket

da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Larry é o líder do Dragão em diversos quesitos na história do NBB Caixa: maior número de jogos, pontuador, reboteiro e assistente.

O anúncio que sempre pareceu distante, quase impossível de se imaginar, finalmente chegou: o armador Larry Taylor comunicou oficialmente o fim de sua carreira como jogador profissional de basquete. A informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira (24), por meio de um vídeo nas redes sociais do atleta e do Bauru Basket.

Ídolo histórico do Dragão, o “Alienígena” será homenageado pelo clube no dia 30 de outubro, durante o jogo contra o Caxias do Sul, válido pela 6ª rodada do NBB Caixa. A cerimônia durante o intervalo irá eternizar a camisa 4 na parede do ginásio Panela de Pressão.

"A vida de atleta tem prazo. E senti que, para mim, chegou a hora de avançar para a próxima fase. É uma decisão muito difícil, mas estou em paz com essa escolha", afirmou Larry, que completou 45 anos de idade no início do mês de outubro.

Além da aposentadoria do número que o jogador utilizava, a homenagem no duelo contra o Caxias também marcará o lançamento da campanha “Missão Cumprida”. O selo criado pelo designer Joaquim Xavier será estampado no uniforme 2 (preto) do Dragão ao longo de toda a temporada. A Liga Nacional de Basquete (LNB) também prepara outras ações, que serão divulgadas em breve.

"De outro planeta"

Natural de Chicago (EUA), Larry desembarcou em Bauru em 2008, aos 28 anos de idade, após passagens pelo basquete latino-americano. Rapidamente, conquistou o coração da torcida com seu talento e carisma - e as jogadas "de outro mundo" lhe renderam o apelido de Alienígena, termo cunhado pelo narrador Rafael Antônio.

Ao longo de sua trajetória na Cidade Sem Limites, o norte-americano foi bicampeão paulista (2013 e 2014), bicampeão da Liga Sul-Americana (2014 e 2022) e campeão da Liga das Américas (2015). Em 2012, o reconhecimento por seu profissionalismo atingiu o ápice: ele foi naturalizado brasileiro e representou o país nos Jogos Olímpicos de Londres.

No Brasil, o norte-americano também teve a oportunidade de defender as cores do Mogi das Cruzes e do Caxias do Sul. Mas foi em Bauru que o eterno camisa 4 criou raízes. Em 13 temporadas, divididas em duas passagens, Larry se tornou o líder histórico do Dragão em diversos quesitos no NBB Caixa: atleta com maior número de jogos (439), maior pontuador (5292), maior reboteiro (1840) e maior assistente (1648). Mais do que números, deixou uma marca de identidade, humildade e alegria dentro e fora de quadra.

O armador comentou sobre a decisão de escolher a Cidade Sem Limites para o evento de despedida. "Tinha que ser em Bauru. Tenho muito amor por essa cidade. É claro que também guardo com carinho as passagens por Caxias e Mogi. Mas Bauru foi a cidade em que joguei mais tempo. Pra mim, aqui é a minha casa. Bauru é quem tem o meu coração", destacou Larry.

Reconhecimento

Mauro Mitiue, presidente do Bauru Basket, ressaltou a importância do atleta para a instituição: “Com seu talento e postura exemplar, o Larry não somente inspirou gerações, como também foi um dos grandes responsáveis por manter acesa a chama do basquete em nossa cidade. Pra nós, é uma honra e um privilégio ter contado com esse grande jogador. Ele merece todas as homenagens possíveis".

Quem também falou sobre a relevância do norte-americano para a modalidade em nosso país foi Rodrigo Franco Montoro, presidente da LNB. "Larry Taylor é uma lenda do basquete brasileiro. Já defendeu nossa Seleção em Mundiais e Olimpíadas e tem várias marcas significativas na nossa liga. No entanto, mesmo com tudo que ele entregou dentro de quadra de forma tão brilhante, talvez a maior habilidade do Larry seja fora da quadra. É difícil apontar um cara tão gentil, educado e gente boa quanto o Larry", disse o dirigente. "Ele é nascido nos Estados Unidos, mas incorporou o espírito da nossa terra e hoje podemos dizer que é um dos grandes brasileiros da história do nosso basquete. Vai fazer falta no NBB CAIXA, mas esperamos que o legado dele nunca seja esquecido", completou.