Uma das estratégias da defesa de Roberto Franceschetti Filho — condenado a 22 anos e seis meses de prisão pela morte da ex-secretária-executiva da Apae Bauru, Claudia Lobo — não pôde ser executada durante o julgamento, realizado na última sexta-feira (10). Isso porque, segundo o advogado de defesa Leandro Pistelli, uma semana antes do Tribunal do Júri, o perito particular contratado pela equipe de advogados comunicou sua impossibilidade de comparecer por problemas de saúde. Para a defesa do réu, a situação prejudicou a tese de inocência que foi sustentada.
A expectativa dos advogados de Franceschetti era confrontar as perícias oficiais realizadas pela Polícia Civil com análises independentes do perito assistente. A ausência do profissional, no entanto, inviabilizou a apresentação de considerações técnicas e a contraposição aos laudos oficiais.
“O assistente técnico havia sido contratado em 2024 e constava no processo desde então. Porém, uma semana antes do júri, ele informou que não participaria, alegando diagnóstico psiquiátrico. Por conta dos prazos processuais, ficamos sem tempo hábil para substituí-lo”, explicou o advogado Leandro Pistelli, que atua na defesa de Franceschetti ao lado de Vanessa Mangile e Lucas Martins.
Segundo o advogado, a participação de um perito seria “fundamental” para explicar aos jurados aspectos técnicos das perícias e questionar o trabalho do perito oficial.
Condenado por homicídio triplamente qualificado, Roberto Franceschetti Filho continuará no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru) até o dia 22 de outubro, quando será transferido novamente para o CDP 2 de Guarulhos, onde permanecerá por tempo indeterminado.