14 de março de 2026
CASO CLAUDIA LOBO

Ausência de perito prejudicou, afirma defesa de Franceschetti

Por | Bruno Freitas
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Bruno Freitas
Junto com colegas da defesa, advogado Leandro Pistelli (à direita), em frente ao Fórum de Bauru, no dia do julgamento

Uma das estratégias da defesa de Roberto Franceschetti Filho — condenado a 22 anos e seis meses de prisão pela morte da ex-secretária-executiva da Apae Bauru, Claudia Lobo — não pôde ser executada durante o julgamento, realizado na última sexta-feira (10). Isso porque, segundo o advogado de defesa Leandro Pistelli, uma semana antes do Tribunal do Júri, o perito particular contratado pela equipe de advogados comunicou sua impossibilidade de comparecer por problemas de saúde. Para a defesa do réu, a situação prejudicou a tese de inocência que foi sustentada.

A expectativa dos advogados de Franceschetti era confrontar as perícias oficiais realizadas pela Polícia Civil com análises independentes do perito assistente. A ausência do profissional, no entanto, inviabilizou a apresentação de considerações técnicas e a contraposição aos laudos oficiais.

“O assistente técnico havia sido contratado em 2024 e constava no processo desde então. Porém, uma semana antes do júri, ele informou que não participaria, alegando diagnóstico psiquiátrico. Por conta dos prazos processuais, ficamos sem tempo hábil para substituí-lo”, explicou o advogado Leandro Pistelli, que atua na defesa de Franceschetti ao lado de Vanessa Mangile e Lucas Martins.

Segundo o advogado, a participação de um perito seria “fundamental” para explicar aos jurados aspectos técnicos das perícias e questionar o trabalho do perito oficial.

Recurso

Condenado por homicídio triplamente qualificado, Roberto Franceschetti Filho continuará no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru) até o dia 22 de outubro, quando será transferido novamente para o CDP 2 de Guarulhos, onde permanecerá por tempo indeterminado.