Morreu nesta sexta-feira (10), aos 88 anos, Yara Simões Cação Lippe, bauruense amante das artes. Há nove anos, ela enfrentava um quadro de insuficiência renal crônica e, desde maio passado, vinha se recuperando de uma fratura no quadril após uma queda.
A saúde, já fragilizada pela idade e por uma amputação decorrente do diabetes, piorou após a morte do marido, o bancário aposentado Carlos Lippe, ex-diretor da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), ocorrida em agosto deste ano.
Dez dias após a perda, Yara foi diagnosticada com pneumonia e permaneceu internada por 50 dias. Apesar do tratamento, seu quadro se agravou, levando à falência de órgãos no dia do seu aniversário. “Ela falou a semana inteira para comprar um bolo e levar no hospital para cantar parabéns. Hoje ela já estava em coma induzido na UTI, mas teve o pedido atendido. Meia hora depois da festinha, ela morreu”, conta a filha Christiane.
Nascida em Bauru, Yara formou-se professora no antigo curso normal (atual magistério), mas nunca exerceu a profissão, preferindo se dedicar à família e às atividades artísticas. Era apaixonada por costura, pintura em tecido e culinária, embora nunca tenha transformado seus talentos em negócio. “Ela gostava da arte pela arte”, recorda a filha.
Yara também integrou o Coral da Paróquia São Judas Tadeu e São Dimas e mantinha com o marido uma vida social ativa: “Ela e meu pai eram daqueles casais que abriam e fechavam os bailes. Viajavam muito e, todos os sábados, passeavam juntos pelo Calçadão da Batista de Carvalho”, relembra Christiane.
De personalidade simples e generosa, Yara nunca buscou destaque na sociedade, mas viveu intensamente. “Foi uma mulher de vida simples, mas muito feliz”, define. Yara deixa os filhos Christiane, Suleima e Carlos Augusto, a nora Elenita, o genro Nilson, os netos Bruno, Daniela, Letícia e Alice, e o bisneto Bento. O velório ocorre no Centro Velatório Terra Branca até as 22h desta sexta, com retomada às 7h de sábado. O sepultamento será às 11h30, no Cemitério da Saudade.