Durante a segunda etapa das alegações no júri de Roberto Franceschetti Filho, nesta sexta-feira (10), em Bauru, a acusação rebateu o argumento apresentado pela defesa de que “nem a Justiça acredita na morte de Claudia”, em razão da não concessão da declaração de morte presumida.
O advogado assistente de acusação, Alisson Caridi, afirmou que a tramitação da declaração de morte presumida segue regras específicas no âmbito cível, o que torna o processo naturalmente mais demorado. “A Justiça não negou o pedido. Apenas ainda não há uma decisão final, o que é comum nesses casos”, explicou.
Na mesma linha, o promotor Alex Ravanini lembrou que, embora a declaração oficial ainda não tenha sido concedida, a Justiça já nomeou Letícia Lobo, filha de Claudia, como curadora da mãe. Com essa autorização, segundo ele, Letícia pôde inclusive vender bens vinculados à vítima.
“O pedido não foi julgado improcedente. A tramitação continua”, reforçou o promotor, ao encerrar sua fala.