14 de março de 2026
CASO CLAUDIA

Dilomar sofreu coação moral irresistível, diz defesa; VÍDEO

Por | da Redação
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Douglas Willian
Thiago Tezani, advogado de Dilomar Batista

A defesa de Dilomar Batista, ex-funcionário do almoxarifado da Apae Bauru, sustenta que ele agiu sob coação moral irresistível, ou seja, foi forçado a colaborar com a ocultação do corpo de Claudia Regina da Rocha Lobo devido a ameaças à sua integridade física e à de seus familiares.

Réu confesso por fraude processual e ocultação de cadáver, Dilomar admitiu ter participado da incineração do corpo de Claudia, então secretária-executiva da instituição, desaparecida em 6 de agosto de 2024. Ele alega que agiu sob ordens do ex-presidente da Apae Roberto Franceschetti Filho, que também é réu no processo.

A informação sobre a linha da defesa foi prestada pelo advogado de Dilomar, Thiago Tezani, ao chegar no Fórum de Bauru, na manhã desta quinta-feira (9), quando teve início o julgamento do caso.

“Vamos defender que ele foi coagido moralmente, o que é uma excludente de ilicitude. A esperança é de que os jurados reconheçam que ele não teve escolha, agindo sob ameaça direta a sua família”, afirmou Tezani.

Segundo o advogado, a coação é comprovada por mensagens anexadas aos autos e pela movimentação de veículos próximos à casa de Dilomar.

“Ele não tinha outra opção. As provas mostram que foi pressionado e que a única saída, naquele momento, foi obedecer. Vamos buscar a absolvição”, completou.