10 de julho de 2026
ESTUDO

Infarto em mulheres: os motivos são outros


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Reprodução

Pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, publicaram um novo estudo que mostra que grande parte dos infartos abaixo dos 65 anos são provocados por motivos diferentes do entupimento das artérias, que é considerada a causa mais tradicional. Nos casos analisados no trabalho, 32% foram por outros fatores.

Especialmente entre as mulheres, o estudo, publicado na revista científica Journal of the American College of Cardiology, revela que 53% são por causas não tradicionais. Entre os homens, o percentual foi de 25%.

Segundo os resultados, a maior parte dos infartos em mulheres com menos de 65 anos foi por causas como dissecação espontânea da artéria coronária (Deac), embolia e outras condições não relacionadas à placa que entope as artérias. Os cientistas analisaram dados de 2.780 pacientes acompanhados por mais de 15 anos - de janeiro de 2003 a março de 2018 - que tiveram um infarto no estado de Minnesota.

A incidência de ataques cardíacos foi menor nas mulheres: 48 ocorrências a cada 100 mil pessoas por ano, contra 137 entre homens. Mas, quando elas sofriam infartos, “as causas subjacentes frequentemente eram diagnosticadas de forma equivocada”.

Como agir

Procure um médico imediatamente: Em caso de qualquer um dos sintomas, vá a um serviço de emergência. Um diagnóstico precoce é crucial para a saúde do coração.

Faça exames regulares: Consulte um cardiologista para avaliações periódicas e exames como eletrocardiograma e ecocardiograma.

Uso incorreto de stents

A Deac (Dissecção Espontânea da Artéria Coronária), por exemplo, foi quase seis vezes mais comum em mulheres do que em homens no acompanhamento. O quadro, que normalmente afeta mulheres mais jovens e saudáveis, foi frequentemente não identificado e classificado incorretamente como um ataque cardíaco típico (devido ao acúmulo de placas) no período do estudo.

É uma condição de emergência, geralmente não associada a fatores de risco cardíacos, como pressão alta, colesterol alto ou diabetes. Os autores do estudo explicam que um caso de Deac diagnosticado incorretamente pode levar à colocação desnecessária de um stent, aumentando o risco de complicações no paciente.

Sinais de alerta

Além da dor no peito, que pode ser mais sutil, observe os seguintes sintomas

Dores e desconfortos: Dor no peito (compressão ou queimação), mas também nas costas, pescoço, mandíbula, ombros ou estômago.

Falta de ar: Dificuldade em respirar ou sensação de sufocamento.

Fadiga: Cansaço extremo e inexplicável.

Náusea ou vômito: Sentir-se enjoada ou vomitar.

Sudorese: Suores frios e excessivos sem motivo aparente.

Tontura e desmaio: Sensação de vertigem ou desmaio.

Ansiedade: Um sentimento de apreensão ou nervosismo.

Doação de órgãos

A Rede D’Or criou um serviço que possibilita que pessoas avisem à família, por mensagem de WhatsApp, que são doadoras. Basta entrar no site rededorsaoluiz.com.br/doacao-de-orgaos e abrir a aba “avisar minha família pelo WhatsApp”. Em seguida, clique em “iniciar conversa”. Desta forma, esta mensagem será enviada para quem a pessoa deseja: “Oi! Estou participando da campanha Setembro Verde, sobre doação de órgãos, com a Rede D’Or, e gostaria de compartilhar com você uma decisão muito importante para mim: quero doar meus órgãos quando eu já não estiver mais aqui. Sei que falar sobre esse tema não é simples, mas expressar esse desejo em vida ajuda a família a respeitar a vontade de quem escolhe doar”. Existem duas modalidades principais de doador: o que pode doar, em vida, órgãos como rim, parte do pulmão ou fígado para cônjuge/companheiro ou familiares até o 4º grau; e o falecido, que necessita de morte encefálica confirmada para a doação de órgãos sólidos (coração, pulmão, rim e fígado, entre outros). Em ambos os casos, é necessário consentimento por documento assinado por familiares ou autorização judicial.