10 de julho de 2026
FRANCESCHETTI

Tribunal do Júri de caso que chocou Bauru será daqui a um mês

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Guilherme Matos
Roberto Franceschetti Filho na noite em que foi preso, em 15 de agosto de 2025

Daqui a um mês, em 9 de outubro de 2025, está previsto o início do júri popular de um dos casos de maior repercussão das últimas décadas em Bauru: estará no banco dos réus o ex-presidente da Apae da cidade, Roberto Franceschetti Filho, 37 anos, acusado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de assassinar a ex-secretária executiva da entidade, Claudia Regina Lobo, de 55 anos.

Ele foi indiciado pela Polícia Civil e denunciado ao Judiciário por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, por traição (uma vez que teria criado uma história para atraí-la e depois tirar sua vida) e por tentar ocultar outro crime (possíveis desvios financeiros na Apae). Responde ainda por ocultação de cadáver e fraude processual.

A defesa de Roberto Franceschetti, formada pelos advogados Lucas Martins, Leandro Pistelli e Vanessa Mangile, trata o caso como desaparecimento. O réu, preso desde 15 de agosto de 2024, declara-se inocente. Roberto tem recebido seus advogados para reuniões preparatórias no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Na mesma data também será julgado Dilomar Batista, ex-funcionário do almoxarifado da Apae e homem de confiança de Roberto à época. Ele responde por fraude processual e ocultação de cadáver. Seu advogado é Thiago Luis Tezani, que também preside a OAB Bauru.

O juiz Fábio Correia Bonini, da 4.ª Vara Criminal de Bauru, negou o pedido da defesa de Roberto para a revogação da prisão preventiva.

RELEMBRE O CASO

Claudia Lobo foi vista pela última vez no dia 6 de agosto de 2024. Ela deixou a sede administrativa da Apae, no Centro de Bauru, e entrou em um carro modelo Spin branco, sem levar bolsa, celular ou chaves. No dia seguinte, a polícia encontrou o veículo — que pertencia à entidade — abandonado na Vila Dutra.

As investigações localizaram sangue no automóvel, que depois foi confirmado como sendo dela, e um estojo de munição calibre .380 deflagrado — o mesmo calibre de uma arma encontrada na casa de Franceschetti.

Em 15 de agosto, a 3.ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) obteve, na Justiça, a ordem de prisão do então presidente da Apae, que ainda hoje figura como principal suspeito pela morte de Claudia.

Por meio de imagens de câmeras de segurança, os agentes comprovaram que ele mentiu em seu primeiro depoimento, pois esteve com Claudia na tarde do dia 6, embora tivesse negado anteriormente. A corporação informou que o corpo de Claudia foi incendiado por quatro dias no local.