10 de julho de 2026
NO FIM DE SEMANA

Moradores do Parque São João enfrentam rodízio prolongado

Por Guilherme matos | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
JC Imagens
Moradores da rua Itacuruçá relatam terem passado todo o final de semana sem água

Moradores do Parque São João, em Bauru, enfrentaram um racionamento mais duro durante o último final de semana. Segundo relatam os moradores, as torneiras secas no sábado (6) e domingo (7) trouxeram problemas às famílias e casas. O bairro conta com um abastecimento "misto", com água vinda do poço do Parque Santa Cândida e do Rio Batalha.

Mesmo antes do rodízio oficial anunciado pelo DAE, famílias já relatavam períodos prolongados sem fornecimento. A situação piorou nos últimos dias, quando o abastecimento não retornou dentro do prazo esperado, deixando muitas casas sem água por mais de 48 horas.

A percepção entre os moradores é de que o bairro estaria submetido a um "rodízio irregular". Um residente da rua Itacuruçá contou que há anos convive com dias alternados de água e que a caixa da sua casa se tornou um ponto de apoio para vizinhos e familiares. "Às vezes minha sobrinha vem tomar banho aqui porque na casa dela não tem", disse.

Ele também relatou um problema na rede: quando o abastecimento retorna, a água muitas vezes escapa de volta pelas tubulações. "Se o registro não estiver fechado, a água que enche a caixa retorna toda para a rede", explicou.

O diretor de divisão de produção e reservação do DAE, Heber Soares Vieira, explica que esse problema pode ser gerado por conta de instalações irregulares nas caixas d'água das residências. "Se a caixa de água estiver sendo alimentada por baixo e não tiver nenhuma válvula de retenção que impeça esse retorno da água, pode ser que isso aconteça", explica.

Uma outra moradora da mesma rua viveu dificuldades ainda mais graves no último final de semana. Segundo ela, o fornecimento não voltou no sábado à noite, como previsto, e só retornou depois de dois dias. "Tenho um bebê em casa. Hoje (8), precisei dar banho nele para levar ao médico, mas não tinha água nem para lavar o cabelo dele. Liguei no DAE e ofereceram caminhão-pipa, mas ele não chegou e optamos por cancelar, porque a água retorno à tarde, fraca, mas retornou", contou.

A moradora também afirmou que, todo ano, durante os períodos de rodízio, os problemas se repetem. "Sempre falam que é só um dia sem água, mas nunca é. A desculpa é sempre a mesma: bomba queimada, vazamento, problema na rede", disse.

O presidente do DAE, João Carlos Viegas, explicou que o Parque São João está oficialmente incluído no grupo 2 do cronograma de rodízio. Alguns moradores, porém, acreditam que o mesmo não deveria ocorrer no Parque São João.

A lista completa dos bairros está disponível em daebauru.sp.gov.br. Segundo Viegas, as faltas mais longas em alguns pontos da cidade foram causadas por oscilações na rede elétrica, que levaram à queima de duas bombas de captação.

Ele pede que os moradores que enfrentam problemas quanto ao abastecimento comuniquem ao DAE pelo telefone 0800 771 0195. Ele afirma que não receberam reclamações no canal oficial sobre a falta de água no bairro.

Heber pede colaboração da população para o uso consciente do recurso hídrico. Para ele, um exagero de consumo no final de semana no bairro pode ter gerado o problema.