10 de julho de 2026
INCLUSÃO

Fatec Jaú cria futebol de botão para deficientes visuais

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Fatec de Jaú/Divulgação
Na esquerda, Erick Henrique Martins, criador do projeto e, à direita, Estevam Rogério da Silva, diretor do Cisc de Jaú

Em um país com números expressivos no que diz respeito às demandas de pessoas com deficiência ou síndromes específicas, pequenas iniciativas podem fazer a diferença. Com esse objetivo, teve início o projeto "Toque de Craque", desenvolvido na Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) para apoiar o lazer de crianças e adultos com deficiência visual ou que se encaixam no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O "Toque de Craque" nasceu a partir de demandas levantadas no Centro de Inclusão Social e Convivência (Cisc) de Jaú. A ideia principal foi criar uma opção viável para o lazer da comunidade atendida no local que pudesse ser replicada a custo reduzido.

O projeto acabou sendo selecionado este ano para a 16.ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps) junto com outras cerca de 150 iniciativas.

Criado pelo aluno Erick Henrique Martins na disciplina de Projeto do Produto do curso de Gestão da Produção Industrial, com supervisão dos professores Flávio Cardoso Ventura e Marcos Antonio Bonifácio, o "Toque de Craque" é o único a representar a Fatec de Jaú no evento.

As pesquisas para a criação incluíram a análise de necessidades do público atendido no Cisc, o planejamento e o desenvolvimento de modelos para o jogo e, ao final, a impressão em 3D das peças para uso. A sugestão partiu do diretor do Cisc, Estevam Rogério da Silva, que indicou a demanda por mais opções de lazer para associados.

Além da mesa, cuja superfície ganhou texturas nas marcações de linhas, botões foram impressos com relevos diferenciados e traves do gol ficaram maiores. O material foi desenvolvido com acompanhamento no Cisc, onde partidas foram disputadas para testar o protótipo.

Como em jogos de futsal para deficientes visuais, as bolinhas têm guizos para orientar quem joga e as regras foram adaptadas, sendo baseadas em feedbacks dos testadores e na Federações de futebol de botão. Além disso, adotou-se a presença de uma figura mediadora para auxiliar na interação e cumprimento das regras (opcional, de acordo com a ocasião).


Mesa ganhou texturas nas marcações de linhas (Foto: Fatec de Jaú/Divulgação)