13 de março de 2026
OPINIÃO

Segurança ambiental e política de gestão de riscos

Por Sidney Aguiar | O autor é professor, especialista em recursos hídricos e gestão de riscos
| Tempo de leitura: 1 min

Já sabemos que a segurança ambiental é um conjunto de medidas gerenciais e estruturais empregadas na gestão holística (do meio ambiente) e de bacias hidrográficas, que contribuem para a obtenção de ativos ambientais capazes de absorver os passivos ambientais, que causam ocorrências de desastres ambientais extremos. Também entendemos, que a gestão de riscos é uma matéria administrativa capaz de estudar, avaliar e mitigar potenciais situações de riscos que possam eventualmente desequilibrar o contexto da normalidade ambiental social e econômica. No entanto, como essas duas variáveis muito importantes da operacionalização dos órgãos de proteção e defesa civil e até mesmo nas politicas corporativas do setor privado devem ser executadas? Primeiramente, é necessário estabelecer metas gerenciais e indicadores que permitam acompanhar a evolução nos níveis de segurança ambiental dentro de um objetivo estabelecido. A autonomia técnica dos órgãos de proteção e defesa civil é fundamental dentro das execuções sem interferências partidárias ou ideológicas de terceiros nas decisões de gestão de riscos.

No setor privado, a condução deve ser gerencial e absolutamente cercada de requisitos técnicos e legais e sempre pautada pela transparência e efetividade das ações e investimentos pontuais em segurança ambiental. Por fim, todo desastre ambiental pode ser evitado ou atenuado e quando ele ocorre, é resultado da ausência de políticas de segurança ambiental ou falhas operacionais nas execuções dos protocolos de gerenciamentos de riscos.