13 de março de 2026
OPINIÃO

20 de agosto - Dia do Maçon

Por Waldir Ferraz de Camargo | O autor é professor de História, membro da Loja “Deus, Pátria e Família de Bauru e colaborador de Opinião
| Tempo de leitura: 2 min

Quando o cidadão comum, sendo livre e de bons costumes, resolve se tornar maçon, deve ter plena consciência que deverá dedicar-se ao seu aprimoramento moral, cuja busca dos conhecimentos maçônicos sejam sempre convertidos em ações que promovam o engrandecimento, o progresso e o bem-estar da sociedade.

Na sua iniciação, ao final de um belo e inspirador ritual, o novo maçon recebe seu avental de Aprendiz, símbolo de trabalho, que o acompanhará para sempre, numa vida laboriosa e ativa a partir de então, se comprometendo mediante juramento com as mãos sobre o Livro Sagrado a praticar a solidariedade humana, amparando a todos, sem qualquer ostentação, vaidade ou orgulho, mas sim com a verdadeira humildade que floresce em seu coração. Essa solidariedade praticada com total despendimento é o melhor exercício da filantropia que, por sua vez, é o gênero do qual a caridade se expressa.

O maçon compreende perfeitamente que a Ordem a qual pertence, em seu sentido mais amplo, é um sistema de moralidade ético-social norteada por uma filosofia de vida de caráter simples, incorporando um humanismo ativo erigindo grandes templos à virtude e ao mesmo tempo soterrando todo vício que possa subjugar o homem. A Maçonaria exige de seus membros a sanidade em vez da santidade; é tolerante, mas não indiferente; busca a verdade, mas não a define como única e infalível; incentiva seus adeptos a pensarem, mas não lhes direciona a reflexão individual, condena e despreza o desconhecimento, mas não reprova nem desrespeita o ignorante. Proclama a liberdade política sem qualquer plataforma que não seja aquela pautada nos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E, mais ainda. Ela consagra o máximo respeito à liberdade de consciência, de pensamento e de ações, mas rechaça a regalia de se obedecer a indiferença, os maus costumes, as práticas desonestas e outros atos que possam significar a subordinação aos caprichos e à covardia.

Ela delega aos seus obreiros os mais diversos e sagrados deveres para consigo mesmo, para com a família, para com o próximo, para com a pátria, para com a humanidade e, principalmente, para com Deus, o princípio criador do universo e a causa primeira de todas as coisas. Ao maçon é imprescindível sua crença no Ser Superior, honrando e rendendo graças àquele que denominamos Grande Arquiteto do Universo. Finalizando, podemos afirmar que a Maçonaria tem sempre suas portas abertas aos homens experimentados e dotados de espíritos evoluídos para compor seu quadro e que desejam dar à humanidade as mais notáveis contribuições na prática e no cumprimento de sua sublime missão.