Sim, é o que vemos nas redes sociais nos posts compartilhados por aqueles que não estão bem informados, nem sequer informados a respeito de assuntos politicamente relevantes.
Existe um impulso desenfreado por consumir e consumir-se. Há uma necessidade infantil de sair à frente nos comentários, um esmero quase artesão de alinhavar palavras com o intuito de chamar a atenção para si, dominar o debate.
No entanto, tal como devem se comportar em seus lares, nos ambientes sociais, e até porque não dizer e principalmente, aqui nesta rede social profissional, manifestam-se sem desenvoltura, jogo de cintura ou diplomacia.
Sentem-se confortáveis com o controle remoto em mãos, esticados no sofá com os pés em alguma mesinha de centro. Deste lugar, partem ataques de todos os tipos, muitos contras e nãos repetitivos, entoando um mantra de ignorância, estupidez e insensatez nunca dantes visto.
São avôs, pais, filhos, filhas, mães, noras, primos, tios e tias...são representantes de múltiplas gerações que apenas desejam se auto promover e promover suas ideias, pensamentos, impulsos. A intenção não é conversar, trocar ideias e chegar a alguma conclusão inteligível, mas sim impor, menosprezar, invadir o espaço sem qualquer critério ético.
Não reconhecem o espaço virtual como público.
Não aprenderam a aguardar a vez para falar quando estavam na escola.
Atropelam as pessoas, pois não conseguem ouvir.
Tomam as vagas das pessoas no trânsito, pois se julgam mais espertos.
Aprenderam que fingir, mentir e enganar lhes concedem algum tipo de benefício imediato.
Se convenceram de que competir é mais importante do que colaborar.
Ensinaram seus filhos com este exemplo de que "Quem pode mais, chora menos."
São os fiéis adeptos da política de Trump, porque acreditam que tudo nos EUA, é superior, é melhor. Não enxergam a si mesmos.
Não são pertencentes a si mesmos. Seguem a multidão, a turba enfurecida.
Para eles, só existem duas possibilidades. Nem admitem ou supõem a existência de nenhuma possibilidade existir.
Confrontam os filósofos, pensadores e cientistas. Poetas são tolos.
Não sabem sorrir de forma espontânea, julgam as feições e as dominam para encenar a emoção que precisarem em cada cena da vida.
São tristes, desesperançosos e sentem muita raiva. Pensam que é dos outros, mas é algo que cultivam em segredo, porém não tem coragem de encarar e admitir, então borrifam culpa por onde passam e oferecem caminho à "salvação" divina, recitando as escrituras.
São impostores, não são crentes fiéis. São pessoas sem forma, sem cor, sem cheiro ou sabor.
Porque temem o que não podem controlar. Desejam o poder pelo prazer de dominar as mentes, as massas, as finanças.
Gostam de postar, comentar, compartilhar seus êxitos, mas jamais seus lamentos e tropeços.
Não há nada que não queiram comentar. Não importa o quanto estudaram sobre o tema.
Preferem ser vistos, do que compreendidos.
Preferem ser temidos, do que amados e respeitados.