Provavelmente ainda nesta semana, a Prefeitura de Bauru enviará à Câmara Municipal projeto de lei pedindo autorização para financiar R$ 40 milhões, a serem destinados à instalação de um complexo de poços e reservatórios na região de Val de Palmas, zona Norte de Bauru e onde o aquífero Guarani é mais profundo. A expectativa é de que a proposta seja lida na sessão legislativa da próxima segunda-feira (17).
Presidente do DAE, Renato Purini dialogou na segunda-feira (10) com os vereadores da base governista - que formam ampla maioria na Câmara – sobre a importância da aprovação da proposta como forma de viabilizar uma obra considerada prioritária para evitar que a população abastecida pelo Rio Batalha siga submetida a racionamentos no abastecimento de água como em 2024, quando a medida vigorou ininterruptamente por seis meses.
Com o complexo de poços, a intenção é diminuir a dependência do Rio Batalha de 26% para 12% da população da cidade. Nos últimos meses, o Executivo tentou viabilizar repasses federais e estaduais para iniciar a perfuração, porém, sem sucesso. “Então, optamos pela possibilidade do financiamento para tentar acelerar estas obras e fazê-las ainda neste ano”, pontua.
A projeto é composto por quatro poços, mais uma adutora de cerca de sete quilômetros, além de outras quatro menores e dois reservatórios de 1,5 milhão de litros e 2 milhões de litros. Segundo Purini, o primeiro poço, orçado em cerca de R$ 8 milhões, será perfurado com recursos próprios, por meio de licitação.
Previsão
“O processo está no setor de compras, em fase de conclusão dos orçamentos prévios, com previsão de publicarmos o edital ainda em março”, cita. O DAE e a prefeitura também mantêm tratativas com uma construtora para execução do segundo poço com valor semelhante via contrapartida de um empreendimento que a empresa fará naquela região da cidade.
As intervenções remanescentes seriam custeadas pelos R$ 40 milhões a serem financiados. “Temos todos os projetos prontos e faremos um pedido de financiamento genérico à Câmara para procurarmos as melhores taxas, eventualmente na Caixa Econômica Federal e até no Ministério das Cidades”, antecipa.
O valor, afirma Purini, seria suficiente para garantir os dois poços restantes, os dois reservatórios, a adutora maior - que ligará estes reservatórios ao do Alto Paraíso, orçada em R$ 13 milhões - e as quatro adutoras menores respectivas de cada poço. “Esta adutora de sete quilômetros vai ser instalada pelo método não destrutivo, ou seja, por baixo da terra, sem abrir o asfalto, então, conseguimos colocá-la em operação, inclusive, antes da conclusão de todos os poços, ampliando significativamente a área da cidade abastecida pelo aquífero”, conclui.