11 de julho de 2026
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Sambódromo: prefeitura avança na recuperação e contrata projeto

Por André Fleury Moraes e Isabela Holl | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Joabe Guaranha/Prefeitura de Bauru
Vista aérea do Sambódromo de Bauru, que está interditado por risco de colapso do solo

O governo Suéllen Rosim (PSD) deu início na semana passada à segunda etapa do processo de recuperação do Sambódromo municipal, no Núcleo Geisel, interditado desde 2020 pelas más condições em sua infraestrutura.

Na quinta-feira (23) passada, a administração assinou contrato com uma empresa de engenharia e deve, nos próximos dias, emitir a ordem de serviço para que o trabalho comece a ser executado. A empresa contratada receberá R$177 mil para elaborar o projeto.

A partir da liberação às obras, a responsável terá 150 dias para elaborar o projeto executivo de recuperação do Sambódromo.

"Primeiro fizemos um diagnóstico do que há naquele espaço. Isso nos deu parâmetros para discutir como avançar para o próximo passo, que vem agora com a contratação do projeto de recuperação da área", explica a secretária de Obras, Pérola Zanotto.


Pérola Zanotto, secretária de Obras (Foto: Divulgação)

Segundo ela, a empresa de engenharia responsável pela obra terá de apresentar três soluções distintas, com técnicas diferentes, para recuperar o Sambódromo. Somente aí é que a prefeitura avaliará qual delas é mais eficiente e menos onerosa aos cofres públicos.

Após essa escolha, o processo de recuperação envolverá a adequação do talude, dos drenos profundos e da rede de captação de água, para conseguir estabilizar o local. O prazo para começar as obras ainda não está definido e depende do valor final estipulado pela empresa.

RELEMBRE O CASO

A preocupação com a estrutura do Sambódromo começou logo após o Carnaval de 2019, quando um trecho do setor dos camarotes cedeu e formou uma grande cratera. Segundo a prefeitura, o deslizamento foi provocado por uma mina d'água existente no local e pelas fortes chuvas registradas na época.

O problema foi consertado pela Secretaria de Obras e o espaço sediou o Carnaval de 2020, o último realizado no endereço. Porém, a erosão chamou a atenção do Ministério Público (MP), que pediu a interdição da passarela até a elaboração de um laudo pericial.

Na sequência foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre MP e prefeitura para a realização do serviço de sondagem de solo e análise geotécnica de toda a área considerada de risco. A conclusão foi que a área subterrânea e o entorno do terreno, em vários pontos, têm risco de colapsar por infiltração de água de minas ou possíveis galerias rompidas.

O trabalho, realizado pela Fral Consultoria Ltda por R$ 307 mil, foi iniciado em dezembro de 2022 e concluído no final de 2023.