11 de julho de 2026
JOIAS DA COPINHA

Pai aos 16 anos, estreante concilia futebol e trabalho

Por FolhaPress | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/@murilolelis06
Murilo estreiou no último final de semana

O volante Murilo Lélis, do Nacional (SP), trabalha em uma loja de produtos automotivos para ajudar a se manter no futebol e a sustentar o filho de um ano. Estreante na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o jogador de 18 anos contou sua história ao canal Cartoloucos, no YouTube.

Murilo Lélis está disputando a sua primeira Copa São Paulo. Recém-promovido do sub-17, ele e é um dos mais novos do elenco que disputa a competição e, inclusive, raspou o cabelo para a disputa desta edição.

O jogador soube que ia ser pai aos 16. Ele e a esposa Milly tinham a mesma idade quando ela ficou grávida. O pequeno Gael nasceu no final de 2023 e completou um ano no último mês de dezembro. Os três moram juntos na casa dos pais do atleta.

O volante concilia a carreira e a paternidade com o trabalho como vendedor de produtos automotivos. Murilo cumpre expediente todos os dias após o treino e ganha folga em dias de jogos. Antes, ele também trabalhou fazendo sushi, em pizzaria e vendendo pastel na feira.

"[Tenho dois empregos] para ajudar minha família. Tenho um filho pequenininho, fez um ano agora. Para mim é de boa [conciliar os trabalhos]. Acordo, tomo café em casa. Treino começa 11h lá [no Nacional], daí 13h pego o ônibus, já venho direto para cá com a marmita. É minha primeira Copinha", disse Murilo ao Cartoloucos.

O emprego na loja a parte principal de sua renda. Ele recebe um auxílio do Nacional, mas banca os gastos com o filho e ajuda nas contas da casa com o salário que recebe como assalariado, além da comissão por vendas.

"É difícil cuidar do filho, daí fica doente, tem que ir para o hospital de madrugada, treinar no dia seguinte... Treino e trabalho todo dia. O clube aceita [ter outro trabalho], meu empresário, que é o Juan, também aceitou de boa, falou que é até bom pra mim. Ganho mais aqui na loja que no futebol, por enquanto. O Nacional dá uma ajuda, mas não é aquela... Não dá para viver só disso. Aqui [na loja] estou há cinco meses", falou o jovem.