09 de julho de 2026
MEIO AMBIENTE

Lixo Rico bate recorde de recicláveis processados em Macatuba

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Em 30 dias, mais de 40 toneladas de plásticos, metais, papéis e vidros deixaram de ser despejados no meio ambiente

Macatuba - O Lixo Rico, projeto que foi reformulado e se tornou uma associação em Macatuba (46 quilômetros de Bauru), registrou no último mês um recorde histórico de processamento de material reciclável. Em 30 dias, mais de 40 toneladas de plásticos, metais, papéis e vidros deixaram de ser despejados no meio ambiente e se transformaram em rendimentos para 18 colaboradores.

"No pagamento realizado em outubro, os colaboradores da Associação Lixo Rico ganharam mais de R$ 2 mil com o trabalho. Se fizermos um comparativo com um passado próximo, isso representa oito vezes mais do que em 2019, por exemplo, quando o sistema era bem diferente do que é hoje", explica Alexandro Oliveira, administrador da Acar (Associação dos Catadores de Recicláveis).

A renda, segundo ele, é resultante do rateio do que é coletado. "E esses números tendem a melhorar ainda mais porque o macatubense vem aderindo à nova coleta de recicláveis e entendendo a importância social e ambiental dela".

No ano passado, o Lixo Rico deixou de ser um projeto social/ambiental e passou a ser uma associação, através de uma parceria com a Acar, da região de Jaú. A principal mudança é a periodicidade da coleta, que passou a ser realizada semanalmente.

Equipes do Lixo Rico já entregaram os chamados ‘saquinhos verdes’, os quais devem ser utilizados pelos moradores para acondicionar todo material reciclável. No dia da coleta no bairro, o macatubense coloca o ‘saquinho verde’ para fora de casa, de preferência entre 6h e 7h.

Outra mudança é com relação aos ganhos dos 18 colaboradores que dependem do Lixo Rico para sobreviver. Segundo Alexandro, toda a equipe sente diariamente a diferença. “Toda a renda vem do rateio do que é coletado. Ou seja, quanto maior a coleta de recicláveis, melhor a renda de cada um", ressalta.

"Com essa mudança, os catadores deixaram de empurrar o carrinho e trabalham junto com o caminhão, o que resulta em uma coleta mais significativa. Sem contar que o trabalho é menos desgastante”, completa.

Vale lembrar que apenas o lixo orgânico, que é composto pelo lixo da cozinha e do banheiro, não é reciclável. Todo o restante pode ser separado e colocado no saco verde (plástico, papel, papelão, metal, vidro, etc).

O cronograma completo da coleta de recicláveis realizada pela Associação Lixo Rico está disponível em www.macatuba.sp.gov.br