09 de julho de 2026
SAÚDE

Nada de exagerar na comida picante; saiba mais


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Comer esse tipo de alimento três vezes ou mais por semana aumenta o risco de disfunção erétil

Comer comidas e lanches picantes três vezes ou mais por semana está associado a um risco maior de disfunção erétil em homens. É o que aponta um estudo publicado na revista científica Translational Andrology and Urology.

"Quanto maior a frequência de consumo de alimentos picantes, maior a gravidade da disfunção erétil. As dietas de homens com disfunção erétil podem precisar ser ajustadas para considerar o impacto da comida picante", afirmam os autores da pesquisa.

O estudo contou com 373 participantes (sendo 67,6% deles com disfunção erétil). Os pesquisadores analisaram o grupo de junho de 2017 a junho de 2023.

Os participantes do estudo responderam questionários que apresentavam perguntas sobre seus hábitos alimentares e se tinham o costume de fumar. Os pesquisadores descobriram, então, que os não fumantes que consumiam alimentos picantes com mais frequência apresentaram disfunção erétil grave.

"Uma alta frequência de ingestão de alimentos picantes foi associada a fatores psicológicos e níveis mais baixos de testosterona em não fumantes", diz o estudo.

O resultado da pesquisa indica que o consumo de comidas picantes é um fator de risco independente do tabagismo, que, em estudos anteriores, foi apontado como causador da condição por afetar a saúde vascular. Além disso, uma análise dos participantes do estudo que apresentavam a disfunção mostrou que o problema compartilha ligações fisiopatológicas com doenças cardiovasculares.

Pacientes com DE [disfunção erétil] apresentaram diferenças significativas no Índice de Massa Corporal (IMC), glicemia e testosterona, que foram associados a danos vasculares explicaram os pesquisadores.

Estresse e álcool entre as causas

A disfunção erétil ocorre quando o homem não consegue obter ou manter uma ereção por tempo suficiente para ter relações sexuais. Em muitos casos, a condição acontece durante curto prazo, causada por fatores como estresse diário, álcool ou cansaço.

Mas há casos em que a disfunção erétil ocorre durante um longo período de tempo devido a problemas físicos ou emocionais ou uma mistura dos dois. Geralmente, a condição afeta a faixa etária dos 40 aos 70 anos.

O número de homens que procuram tratamento para a disfunção erétil aumentou nos últimos anos, em meio ao que alguns especialistas descreveram como uma "epidemia silenciosa", de acordo com estudos que rastreiam roteiros preenchidos para a doença.