09 de julho de 2026
'SUPERPODERES'

Medicamento ajuda no tratamento de crianças com câncer


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HCFMB/Divulgação
José Miguel durante uma sessão de quimioterapia no HCFMB

Botucatu - Como amenizar efeitos de uma sessão de quimioterapia em uma criança? A busca por respostas inspirou os profissionais de enfermagem da Enfermaria de Pediatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) a colocarem em prática uma ideia simples, mas com ótimos resultados.

Capas personalizadas contendo os nomes dos pequenos pacientes são colocadas por cima da máquina que faz a quimioterapia e a equipe explica para a criança que ela receberá "superpoderes" que vão auxiliar em sua recuperação.

As capas são feitas de EVA (Etil Vinil Acetato) e produzidas pela própria equipe de enfermagem. "A criança coloca na cabeça que aquilo não é um medicamento", revela a enfermeira do HCFMB Cristiane Mesquita Ramos Cavalheiro.

Para os profissionais que protagonizam a ação, a iniciativa permite criar uma conexão com os pacientes. "Isso aproxima ainda mais nossa relação com o paciente", enfatiza a também enfermeira Carina Rodrigues do Nascimento.

A capa com "superpoderes" foi criada há sete anos e a percepção dos profissionais de saúde e dos próprios acompanhantes é que a ação contribui para minimizar os efeitos da medicação quimioterápica nos pacientes pediátricos.

Tamires dos Santos Silva, de Piraju (SP), é mãe de José Miguel da Silva Barbosa, de sete anos. O menino deu entrada na Enfermaria de Pediatria do HCFMB no dia 7 de maio e, desde então, tem enfrentado sessões de quimioterapia.

De acordo com Tamires, a abordagem das enfermeiras fez toda a diferença para que ele pudesse receber a medicação de forma natural. "Ele não teve efeito colateral", conta.

Ao longo das sessões de quimioterapia, José Miguel recebia a capa de diferentes personagens, dentre eles o Homem Aranha, um de seus super-heróis preferidos.

A mãe do pequeno ressaltou que a notícia de um câncer é algo "pesado" e que iniciativas desta natureza são lúdicas para a criança, que é capaz de ficar mais alegre neste momento sensível.

"Só tenho que agradecer. Elas (enfermeiras) brincam, tornam as coisas mais leves, fazem de tudo para que o hospital seja um lugar mais confortável", declara.