10 de julho de 2026
EDUCAÇÃO

Estudantes protestam por atraso de auxílios e Unesp nega

Redação
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Divulgação
Estudantes protestam devido atraso nos auxílios

Estudantes da Unesp em Bauru realizaram uma paralisação e um protesto na última segunda-feira (27) e colocaram cartazes e adereços no campus em protesto. Os alunos também enviaram uma nota à imprensa sobre o atraso de dois meses nos auxílios que deveriam ser fornecidos pela unidade. Em contrapartida, a assessoria de imprensa da reitoria afirma que não houve atraso na concessão dessas verbas aos discentes.

A nota à imprensa foi assinada pelas entidades estudantis “CAFCa”, “CAPSI”, “Movimento Correnteza”, "Afronte” e corpo discente. O texto afirma que os estudantes estão insatisfeitos com o atual processo de concessão de auxílios da permanência estudantil.

Essas verbas em questão são destinadas aos alunos considerados economicamente vulneráveis, cujas famílias possuem renda per capita familiar bruta de até 1,5 salário-mínimo.

Os representantes afirmaram em nota. “Há dois meses sem receber auxílio financeiro por parte da Reitoria da Unesp, a maioria dos discentes enquadrados nos perfis de vulnerabilidade socioeconômica se encontram em fila de espera para receber o pagamento referente ao auxílio de permanência estudantil. O ato de paralisação contou com a participação de 220 pessoas”.

Eles também contam que desejam ser ouvidos pelo corpo diretivo da universidade e indicam que as manifestações continuarão. A assessoria de imprensa da reitoria afirmou que não há atraso no pagamento dos auxílios de permanência estudantil e que a Coordenadoria de Permanência Estudantil (Cope) repassa, no início de cada ano, uma cota fixa dessas verbas que são concedidas aos estudantes mais vulneráveis.

A assessoria também explica que esses alunos já foram contemplados e que os auxílios destinados aos veteranos em lista de espera emergencial e aos ingressantes que atendem aos critérios,serão enviados quando o processo seletivo dos ingressantes for concluído. Também ressaltaram que neste ano foram destinados R$ 67 milhões a Permanência Estudantil e 657 auxílios.

Entretanto, uma representante discente informou que houve atraso porque a Unesp não deu conta do tamanho da demanda. “O processo seletivo da permanência este ano atrasou, tanto para os ingressantes quanto para os veteranos, porque teve um aumento de pedidos. Eu sou uma veterana que está há dois meses sem receber e continuo esperando sair a lista dos ingressantes. Além disso, para solicitar o auxílio emergencial precisa acabar o processo da Permanência Estudantil em todos os campus”.

Ela conta que recebe o auxílio desde 2020 e que os pedidos aumentaram porque o perfil dos estudantes mudou, hoje, muitos são oriundos de escolas públicas. A representante entende que falta orçamento para construir uma estrutura que comporte a demanda.

“Eles [a equipe da Unesp]  demoraram muito para avisar que ia atrasar, só avisaram no último mês do processo seletivo. Sendo que esse começou em novembro do ano passado. O atraso prejudicou a vida de muita gente, alguns estudantes trancaram a faculdade”, completa a jovem.

Protesto em frente à bibilioteca devido ao atraso de auxílios