Em ação protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), na manhã desta sexta-feira (10), a Prefeitura de Bauru pede que o órgão declare ilegal a greve deflagrada pelos servidores na terça-feira (7), autorize o desconto sobre a folha dos funcionários paralisados e determine, já em caráter liminar, o retorno de 100% do efetivo das secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, além do Departamento de Água e Esgoto (DAE).
A ação diz que a greve foi deflagrada sem que as exigências para tanto fossem cumpridas - diz que as discussões entre prefeitura e sindicato não foram exaustivamente negociadas, por exemplo - e afirma que o governo não tem culpa se o projeto do reajuste salarial que está na Câmara não foi votado. Não menciona, porém, o impasse em torno do travamento da pauta legislativa.
Ainda segundo o documento, a paralisação dos servidores afetou diretamente a saúde municipal, uma vez que foi deflagrada no dia em que se iniciaria a vacinação contra dengue e gripe. O mesmo prejuízo, diz a ação, vale para a Educação e à Secretaria de Bem-Estar Social.
Caso haja concessão de liminar e a greve seja mantida, a prefeitura pede imposição de multa diária ao Sinserm estimada em R$ 10 mil por servidor paralisado, medida que visa "coibir os abusos do movimento grevista já que a paralisação é de todo ilegal e arbitrária", afirma a prefeitura.