A segurança dos dispositivos de acesso à Internet é fundamental para proteger dados pessoais e sensíveis, aplicativos bancários e prevenir o acesso não autorizado a informações confidenciais, como forma de evitar roubo de identidade e fraudes. Apesar da crescente preocupação com estas práticas, a maior parte dos usuários da Internet ainda não incorporou tais rotinas a seus hábitos digitais.
É o que aponta estudo divulgado pela Fundação Seade sobre as habilidades digitais e atividades realizadas em ambiente virtual pelos moradores do Estado de São Paulo entre 2019 e 2022. A pesquisa aponta que apenas 43% dos usuários da web afirmaram implementar medidas de segurança, como o uso de senhas fortes (compostas por letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos) ou autenticação em dois fatores, enquanto apenas 33% reforçaram as configurações de privacidade em seus dispositivos.
Segundo os pesquisadores da Fundação Seade, esses índices são preocupantes, pois, quando a segurança no acesso à Internet é negligenciada, os equipamentos ficam vulneráveis aos ataques cibernéticos, como no caso do envio de e-mails com o objetivo de extrair dados pessoais dos usuários ou instalar programas maliciosos. Estas operações, além de danos pessoais, podem comprometer a estabilidade dos sistemas e a proteção dos aplicativos existentes no aparelho.
O estudo da Fundação Seade informa, ainda, que medidas de segurança foram mais comumente adotadas entre usuários que acessam a Internet por múltiplos dispositivos, como computador, notebook e tablete, e em menor medida por aqueles que o fazem exclusivamente pelo celular. Isso porque estes últimos tendem a demonstrar mais habilidade no uso de tecnologias digitais. Este maior domínio também está associado a fatores como idade, classe social e grau de instrução dos usuários. Leia dicas de Maurício Ruiz, presidente da Comissão de Proteção de Dados da subseção Bauru da OAB.