10 de julho de 2026
DESPEDIDA

Morre Eliana Nolasco, voluntária do Esquadrão da Vida e ex-conselheira do Noroeste

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Eliana Nolasco foi apaixonada por música e futebol

Conhecida por ser uma mulher de múltiplos atributos, energia invejável, cheia de amigos e dedicada ao voluntariado, Eliana Linares Nolasco morreu neste domingo (3), aos 85 anos, em Bauru. Ela também consta na escassa lista de mulheres que ocuparam cargo em clubes de futebol na região de Bauru. Foi conselheira do Noroeste na década de 80, quando não perdia sequer um jogo e tinha cadeira cativa na Tribuna de Honra da agremiação, lembram os familiares. A morte ocorreu por causas naturais, sendo que o sepultamento aconteceu às 11h desta segunda-feira (4), no Cemitério Parque Jardim do Ypê, no município.

Eliana Nolasco nasceu em Ubá (MG), passou a infância em São Paulo e, mais tarde, mudou-se em definitivo para Bauru, onde casou e teve seis filhos: Adriana, Tatiana, Fabiana (em memória), Alexandre, Leonardo e Guilherme. Ela era viúva de Pedro Ferreira Nolasco, desde 2021. Também deixa genros, noras, 13 netos e uma bisneta. Foi uma das idealizadoras e uma das primeiras moradoras do condomínio Paineiras, junto com seu marido Pedrinho Nolasco.

De acordo com a filha Tatiana Nolasco, sua mãe era pequena no tamanho, mas gigante em disposição e energia. “Ela foi uma das pioneiras do voluntariado do Esquadrão da Vida, no atendimento a usuários de drogas. Amava cantar, receber os amigos em casa e adorava futebol. Era torcedora do Noroeste, clube do qual participou como conselheira nos anos 80. Após os jogos, ela descia da tribuna e fazia críticas construtivas aos atletas”, recorda Tatiana. Ela e os irmãos não se esquecem de um episódio que aconteceu naquele período, quando Eliana foi acompanhar o time em um jogo contra o XV de Jaú, no Estádio Zezinho Magalhães. Ao término da partida, os torcedores do Galo da Comarca brigaram com os de Bauru e o carro onde estavam Eliana e o marido dela foi um dos apedrejados pelos rivais.

“Para nós, ela foi uma grande mãe. Se dedicava integralmente à criação e à educação dos filhos. Cultivava amizades e sempre foi muito querida. A casa dela estava sempre cheia de flores”, acrescenta a filha Adriana.

Também houve despedida nas redes sociais. Ofélia Bravin escreveu que em 1985, quando chegou a Bauru, Eliana Nolasco era a referência dela de beleza, elegância e hospitalidade. “Quantas vezes ela nos recebeu em sua casa sempre impecável, com o melhor sorriso, com a melhor porcelana, a melhor comida e as melhores histórias. Demos muita risada juntas. Ela era a anciã do nosso grupo, nossa "decana". Era ela quem fazia o melhor marrom glacê. Eliana foi uma Mulher com ‘M’ maiúsculo”, publicou.

Outro amigo, Daniel Moraes, também destacou as reuniões e a admiração que nutria por Eliana desde quando era criança. “Descanse em paz minha querida amiga Eliana Nolasco. Jamais será esquecida”, escreveu.

A diretoria do Noroeste enviou uma bandeira do time para a família, entregue no sepultamento, e fez um agradecimento pelos anos dedicados por ela e pelo esposo ao clube.