Um homem aparentando ter cerca de 60 anos foi arrastado pela enxurrada e ficou preso nas grades de proteção de um bueiro localizado na altura do cruzamento entre a avenida Comendador José da Silva Martha e rua Alberto da Silva Lêda, na Vila Santista, em Bauru. A ocorrência foi registrada durante a forte chuva que atingiu a cidade nesta quarta-feira.
Segundo informações prestadas pelo Corpo de Bombeiros, o homem ficou com as pernas presas na estrutura e, devido à força da água, não conseguia se levantar. Ao todo, nove agentes da corporação foram mobilizados para atender a ocorrência.
A equipe utilizou ferramentas hidráulicas para afastar as barras de ferro e a vítima foi socorrida com leve hipotermia, cortes na cabeça e nas pernas e suspeita de fraturas nas costelas, sendo encaminhada ao Pronto-Socorro Central. "Ele afogou um pouco e precisa de observação medica", destacou o tenente Vinícius Alexandre Burin. Como o homem não portava documentos e estava desorientado, embora consciente, não foi identificado até o encerramento da ocorrência.
Na avenida Nações Unidas, enquanto isso, o estrago não se limitou aos veículos levados pela enxurrada. A infraestrutura da via, considerada uma das mais importantes do município, sofreu uma série de danos após as chuvas desta quarta.
Na quadra 8 da avenida, em frente ao Teatro Municipal, todo o asfalto foi arrancado no sentido Nações Norte-Centro e em uma faixa de rolamento do sentido oposto. Aos motoristas, a Emdurb afirmou que o desvio deve ser feito pela rua Presidente Kennedy.
Já no sentido Centro-Nações Norte, o trânsito está fluindo por apenas uma faixa de rolamento. A avenida também está interditada entre as ruas Júlio Prestes e Inconfidência, sob a linha férrea em ambos os sentidos, para serviços de limpeza dos detritos e terra arrastados pela chuva.
Os locais foram sinalizados pelo GOT (Emdurb), que acompanha os serviços, orientando os motoristas.
O mesmo problema chegou a acontecer em março de 2022, quando um forte temporal também arrancou "placas" de asfalto do mesmo trecho afetado nesta quarta-feira.
Equipes da Secretaria de Obras iniciaram ainda nesta quarta a manutenção no local, mas via está interditada até segunda ordem e não há previsão de liberação. "Pretendemos solucionar isso o mais rápido possível", disse a prefeita Suéllen Rosim (PSD) ao JC na noite de ontem.
Servidores da pasta devem voltar na manhã desta quinta-feira (15) para continuar os trabalhos na Nações, mas isso depende também da previsão do tempo. "Há indicativos de que a chuva possa continuar ao longo da semana e isso afeta o planejamento", afirmou.
A mandatária destacou, por exemplo, que o serviço pode continuar até mesmo no final de semana caso não seja concluído na sexta-feira (16).
A princípio a obra de recuperação do trecho é feita com equipe da própria prefeitura, o que descarta, ao menos neste momento, a contratação de uma empreiteira para realizar o recape no local. "A gente investiu em maquinário e a pasta tem recursos suficientes para fazer o trabalho", observou.
A prefeita também afirmou que a administração ainda calcula os prejuízos - que devem atingir a casa dos milhões.
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Foto: Bruno Freitas
A redução de cerca de 40% da retirada de água da lagoa de captação do Rio Batalha e a chuva registrada nesta quarta-feira contribuíram para a recuperação parcial da represa, que havia atingido nível crítico de 1,29 metro na terça e permanecia em 1,89 metro após o temporal. O patamar considerado ideal é de 3,20 metros.
Segundo Leandro Joaquim, presidente do DAE, a autarquia já havia desligado uma das duas bombas de captação no último sábado (10), que foi religada na segunda e desativada novamente na terça, diante do acelerado rebaixamento da lagoa.
Nesta quarta, contudo, a segunda bomba foi religada novamente e deverá permanecer assim ao menos ao longo dos próximos dias, considerando a previsão de tempo nublado com chuvas, o que ajuda a repor o manancial e a reduzir a velocidade da evaporação de suas águas. Como noticiou o JC, vários bairros de Bauru que ainda dependem do rio Batalha para serem abastecidos chegaram a ficar sem água por até três dias entre o último final de semana e a terça-feira (13).