10 de julho de 2026
ECONOMIA

Hidrovia Tietê-Paraná tem alta de 120,7% na movimentação de cargas


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Glaucia Piovesan /Marcos Machado
Trecho da Hidrovia Tietê-Paraná perto da barragem de Barra Bonita

Um dos mais importantes eixos de logística no país, com 2,4 mil quilômetros navegáveis, a Hidrovia Tietê-Paraná registrou, em 2023, expressivo aumento na movimentação total de cargas. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a alta foi de 120,7%, comparada com o mesmo período de 2022, com o transporte de 2,4 milhões de toneladas contra 1,1 milhão de toneladas no ano anterior.

O índice, de acordo com a pasta, é explicado principalmente a partir da crescente movimentação da soja, aliada à gestão mais eficiente da hidrovia, que é administrada pelo Departamento Hidroviário. De janeiro a junho de 2023, a hidrovia já havia batido o recorde de aumento de 76% na movimentação fluvial de cargas.

Em sua extensão, a Hidrovia Tietê-Paraná atende, sobretudo, ao transporte da produção agrícola e possui 30 terminais intermodais para carga e descarga de produtos, responsáveis por conectar os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

No trecho paulista, são 800 quilômetros, indo desde Mogi das Cruzes até o município de Pereira Barreto. Neste trecho, a hidrovia possui 14 terminais intermodais, inclusive em Pederneiras, que funcionam associados a nove barragens, 10 eclusas e 23 pontes em sua estrutura.

Dentre as commodities mais transportadas, a soja representou 41% das cargas, equivalente a 990 mil toneladas do grão. Em segundo aparece o milho, com 682 mil toneladas e, em terceiro lugar, a cana-de-açúcar e derivados, com 584,4 mil toneladas. O transporte de passageiros registrou mais de 85 mil pessoas.

"Trata-se de um eixo importante para esse modal e estratégico para a economia de São Paulo. O governo tem atuado para ampliar ainda mais o papel da hidrovia no escoamento da produção do estado", afirma a secretária Natália Resende em alusão à obra de aprofundamento do canal de Nova Avanhandava.

As obras vêm sendo executadas por meio de uma complexa operação, com remoção de 19 a 21 mil metros cúbicos de rochas por mês. No total, serão removidos 552 mil metros cúbicos de rochas. O trabalho, previsto para terminar em abril de 2026, tem investimento de R$ 293,7 milhões e permitirá o aumento do calado no canal, em Buritama, garantindo a navegabilidade na hidrovia mesmo em períodos de estiagem.