10 de julho de 2026
SAÚDE

Diarreia infantil no verão: todo cuidado é pouco


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Durante o verão, é bastante comum episódios de diarreia infantil. Isso porque a alta temperatura favorece a proliferação de micro-organismos, o que pode ser potencializado por deficientes condições sanitárias.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o problema provoca mais de mil mortes por dia em todo o mundo, principalmente em países com falta de saneamento básico e baixos índices de vacinação. De acordo com Nathalia Valente, pediatra do Centro Pediátrico da Lagoa (CPL), os pais precisam ficar atentos a esses episódios durante a estação mais quente.

"À medida que o calor aumenta, cresce o risco de contaminação dos alimentos ou líquidos por agentes infecciosos", pontua a especialista.

A OMS define diarreia aguda como "a mudança do hábito intestinal caracterizada pela ocorrência de eliminação de três ou mais evacuações menos consistentes ou líquidas por dia, com duração de até 14 dias". Por isso, é preciso estar atento com a frequência, quantidade e consistência das fezes da criança.

"Tanto as bactérias quanto os vírus podem causar diarreia aguda, mas a maioria dos casos clínicos são decorrentes de agentes virais. E a atenção deve ser redobrada, porque o quadro pode levar ao óbito por desidratação e desnutrição", explica a pediatra Nathalia Valente.

Sintomas como aumento das evacuações líquidas, vômitos e febre são apontados como os mais comuns.

"Olhos fundos, choro sem lágrimas, diminuição da urina, boca seca e respiração acelerada indicam que essa criança precisa ser avaliada e tratada sem demora pelo pediatra", ensina a especialista.

Rotavírus, norovírus e adenovírus são as principais causas de diarreia aguda, e o primeiro é o agente mais frequente de diarreia grave em crianças menores de 5 anos de idade. Segundo o Ministério da Saúde, infecções por rotavírus provocam mais de 200 mil mortes por ano no mundo.

"Existem duas vacinas disponíveis para a doença: a monovalente, dada nos postos de saúde, e a pentavalente, disponível somente dentro da rede privada. Inúmeros estudos demonstram um grande impacto na redução de internações e óbitos relacionados a esse agente graças à vacinação", destaca a especialista.

Para os pais que questionam se existe algum medicamento que trata o sintoma do problema, Nathalia Valente é categórica ao enfatizar que o responsável deve procurar um especialista para avaliar o caso da criança.

"No entanto, a diarreia aguda geralmente é autolimitada, sendo que o principal objetivo do tratamento é a prevenção da desidratação e da desnutriçã", alerta a médica.

Como prevenção, de acordo com a especialista, deve-se priorizar o aleitamento materno para os bebês; a lavagem das mãos com frequência; não esquecer da higienização de todos os alimentos; beber água mineral sem gás, filtrada e fervida; evitar o consumo de alimentos pouco cozidos ou crus; se vacinar para rotavírus e evitar o contato com pessoas que estejam com algum tipo de diarreia infecciosa.