10 de julho de 2026
ABAIXO DO ESPERADO

Último dia de janeiro ‘salva’ mês de índice ainda pior de chuvas em Bauru

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Mateus Ferreira
Chuva desta quinta, em Bauru

Os 31 dias de janeiro fecharam com números de chuva abaixo do esperado para este período, em Bauru, com 203,5 milímetros. Isso porque, segundo o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), choveu apenas 70% da média climatológica esperada. Exceto pelo caos e transtornos que a chuva trouxe nesta quarta (31), último dia do ano, os 58,4 milímetros “salvaram” os dados pluviométricos do mês, que poderia ter enfrentado quase uma 'estiagem'.

O nível da Lagoa de Captação do Rio Batalha, entretanto, que abastece 26% dos bairros de Bauru, não subiu porque não foi atingido pela tempestade. Ele se mantém abaixo dos 3 metros (o ideal é 3,20m). Nesta quinta-feira (1), o ponteiro se posicionou nos 2,87 metros. O fato ainda não preocupa o Departamento de Água e Esgoto (DAE) com relação ao abastecimento.

Segundo a autarquia, os técnicos têm a percepção de que as chuvas quando ocorrem na cidade de Agudos beneficiam mais o nível da lagoa de captação, pois é onde o Rio Batalha nasce. De acordo com a Estação Meteorológica de Agudos (EMA), janeiro deste ano acumulou por lá apenas 64,12 milímetros em chuvas. Apesar disso, o DAE considera o nível da lagoa (2,87m) estável, o que garante o abastecimento da população (26% de Bauru), sem a necessidade de medidas ou manobras de contingenciamento de água.

IPMET

Segundo a meteorologista Zildene Pedrosa de Oliveira Emídio, do IPMet, a região Sudeste do Brasil é muito variável em janeiro. Mesmo com a ação do fenômeno El Niño, ele não influencia nas chuvas da faixa territorial de São Paulo, diferentemente da região Sul. "São impactados por ele apenas as temperaturas mínimas e máximas, ambas em elevação", explica a meteorologista.

Ainda de acordo com Zildene, o mês de fevereiro, apesar de estar dentro de uma estação (verão) chuvosa, tem, historicamente, índices menores de chuva porque já é um período que se aproxima do outono (março). Ela acrescenta que a chuvarada desta quinta, apesar de chamar a atenção pelos estragos, não foi a maior do mês. Ela recorda que o dia 13 foi o mais chuvoso de janeiro de 2024, com 64,2 milímetros.

Para comparação, janeiro de 2023 teve 295,7 milímetros, 2022 registrou 426,5mm, 2021 choveu 181,9mm, em 2020 211,1mm e 2019 176,3mm.