Um trabalhador que vive diariamente da coleta de recicláveis, morador do Pousada da Esperança 1, acumulou uma quantidade enorme de diversos materiais, como papelão, madeira, plantas, telhas e tijolos em bom estado nos últimos 12 meses. O problema é que ele não conseguiu dar direcionamento para todo esse material, que tomou toda a calçada, invadiu cerca de quatro metros da via pública e tornou-se um risco à saúde coletiva e à mobilidade das pessoas. Essa 'montanha' de materiais foi registrada em frente ao numeral 2-27 da avenida Alves Seabra.
As queixas dos vizinhos são com relação à proliferação de ratos e insetos, entre eles o mosquito aedes aegypti, transmissor de várias doenças, principalmente a dengue.
O Programa Cidade 360, uma parceria entre JC, JCNET e 96FM, conseguiu conversar com o munícipe. Na segunda-feira (15), quando a reportagem mostrava o montante, por coincidência o coletor apareceu trazendo mais um carrinho abarrotado de papelão para despejar por ali. Em contato com vizinhos, o JCNET foi informado que o problema ainda persiste.
Questionado, o coletor disse “eu sei que não pode, mas é minha sobrevivência, meu ganha pão”. No imóvel, ele vive com a esposa e quatro cães. O munícipe estima que tem ali cerca de 5 toneladas. Ainda de acordo com o trabalhador, ele negocia esse material que coleta, mas quem compra dele, não tem ido buscar.
Segundo a prefeitura, a denúncia foi encaminhada para a Secretaria de Administrações Regionais (Sear), que irá tomar as medidas necessárias o quanto antes, incluindo notificar o proprietário.