O PPDC (Plano de Prevenção de Defesa Civil), que conta com 177 municípios do Estado, teve início na última sexta-feira (1) e envolve ações de monitoramento dos índices pluviométricos e da previsão meteorológica, vistorias de campo e atendimentos emergenciais, durante o período do verão, que é marcado por chuvas fortes no país, com destaque para os meses entre dezembro e março. O Plano consiste em níveis e ações principais correspondentes sendo o de observação, que é o acompanhamento dos índices pluviométricos; atenção com vistorias de campo; alerta com a remoção e, áreas observadas pelas vistorias e alerta máximo com a remoção em todas as áreas de risco.
Juntamente com os trabalhos realizados dentro do PPDC, a Defesa Civil vem desenvolvendo um pacote com modernizações para a prevenção de desastres. Essas iniciativas são essenciais para fortalecer a capacidade de resposta e reduzir os impactos de eventos climáticos adversos. A modernização visa envolver diversas áreas, como tecnologia, infraestrutura e capacitação de equipes.
Nos meses de outubro e novembro, cerca de 890 agentes e gestores do Sistema de Proteção e Defesa Civil receberam treinamento e capacitação contínuos para resposta a desastres, incluindo práticas de evacuação, resgate e gestão de abrigos temporários.
A comunicação diretamente com a comunidade visa desenvolver campanhas educativas para conscientizar a população sobre medidas preventivas, planos de evacuação e formas de se preparar para eventos climáticos.
A Defesa Civil ganhou espaço também dentro das escolas. As campanhas educativas nas escolas levam o tema de redução de risco de desastre as crianças e jovens da rede de ensino. Além deste trabalho, a Defesa Civil desenvolve junto à Secretaria de Educação do Estado apoio técnico com os conteúdos de redução de risco inseridos na grade curricular.
Um novo radar meteorológico, adquirido pelo Governo de São Paulo foi entregue em Ilhabela, no Litoral Norte. O equipamento vai ajudar a monitorar a ocorrência de temporais no litoral paulista. Nesta fase inicial, técnicos e alunos da Unesp recebem treinamento remoto, com o radar em solo, para capacitá-los a operar o equipamento e transmitir os dados para a Defesa Civil.
A montagem foi realizada na sede do IEAMar-Unesp, no câmpus de São Vicente. Posteriormente, o radar será instalado em uma torre de cinco metros de altura. A expectativa é de que o radar esteja em funcionamento até o final do ano, aperfeiçoando o sistema de monitoramento de chuvas no Litoral Norte e Baixada Santista.
Além do radar, a Defesa Civil Estadual também vai instalar a sirene de alerta, Sisar (Sistema de Alerta Remoto), para temporais em áreas de risco. No mês passado, foi homologado e assinado o contrato com a empresa vencedora da licitação para a prestação do serviço, com investimento de R$ 2,4 milhões.
Ao todo, o prazo da empresa para finalizar a instalação dos equipamentos é de 120 dias. As sirenes já estão sendo instaladas na cidade de São Sebastião, no Litoral Norte. Na sequência, as cidades de Guarujá, no Litoral Sul, e de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, também receberão as sirenes.
Em abril, foi feita uma parceria com o aplicativo Waze, que emite notificação de alertas meteorológicos, via App de trânsito e navegação que é bastante popular e está presente em milhões de celulares em todo o país, o que torna a plataforma ideal para disseminar informações de emergências. O projeto piloto, por enquanto, foi implantado no município de São Paulo, mas deve expandir em breve para outros municípios.
Um novo sistema de alerta será implantado até o final do ano. Conhecido como cell broadcast, a tecnologia se baseia na transmissão de alertas de vulto e gravidade por meio da geolocalização do aparelho celular, independente da anuência do usuário, sendo a mensagem recebida na tela do celular de forma compulsória e devendo o usuário interagir ativamente para fechá-la. Assim, diferentemente do 40199, que irá continuar vigente para alertas de menor nocividade e que depende do cadastro prévio do usuário, sendo condicionado à área do CEP cadastrado, o alerta via cell broadcasting será emitido para todos os terminais móveis ligados dentro da área traçada como polígono de risco, potencializando a capilaridade da informação.