Uma mulher de 28 anos foi morta pelo próprio pai, no início da noite deste sábado (25), em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru). Durante a briga, que ocorreu na casa família, no Centro da cidade, Natalia Pires Portela foi ferida a faca pelo genitor Jonas Ferreira Portela, 52 anos. Após atingi-la, ele deixou o imóvel e foi preso em flagrante por feminicídio pouco depois. O flagrante foi convertido em prisão preventiva pela Justiça em audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (27).
Quando a Polícia Militar chegou até ele durante patrulhamento, o homem já tinha sido encontrado por dois filhos, sendo que uma aglomeração de pessoas foi formada com a intenção de agredi-lo, consta do boletim de ocorrência (BO). Antes de ser encaminhado ao plantão da Polícia Civil, Jonas foi conduzido à Santa Casa do município, para onde a filha dele também fora levada antes por parentes. Natália, no entanto, já chegou sem vida.
De acordo com o registro policial, ao ser informalmente questionado, o genitor afirmou que teve uma discussão com a filha e, nervoso, desferiu facadas, sem informar quantas. Até aquele momento, acreditava que ela estivesse viva, perguntando sobre o estado de saúde dela, informa o documento elaborado na delegacia.
À autoridade policial, contou que após o almoço, depois de ter ingerido bebida alcóolica, foi se deitar e acabou cochilando, sendo acordado por conta de uma briga. Ele, então, foi até a cozinha, se apoderou de uma faca e pediu para que a discussão cessasse, consta do documento policial. De acordo com ele, voltou a dormir, mas a discussão continuou.
Então, ainda segundo o BO, ele pegou a faca que tinha deixado sob o travesseiro, colocou na cinta (sic) e foi ver o que acontecia, quando houve discussão com Natália, que foi ferida. No registro policial, Jonas diz que não se lembra exatamente quantas facadas deu, se duas, três ou mais.
Logo depois, seu cunhado entrou no quarto, retirou a faca de sua mão e a jogou no chão, informou aos policiais. Acrescentou que, em seguida, deixou o imóvel, foi até um estabelecimento, onde comprou um corote e tomou. Também alegou que não pretendia fugir e que iria se entregar. Recebeu, então, voz de prisão pelo feminicídio.