11 de julho de 2026
IMPRÓPRIO

Polícia localiza fábrica clandestina; toneladas de farinha e pães são descartados

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Polícia Civil/Divulgação
Pães e farinhas foram descartados e local, interditado

Acionada pela Vigilância Sanitária, a Polícia Civil localizou em pleno funcionamento uma fábrica clandestina, em Porangaba, região de Botucatu. Pães e quatro toneladas de farinha de rosca produzidos em condições impróprias para o consumo foram descartados. O local foi interditado e o proprietário, indiciado.

Ele, inclusive, era conhecido dos funcionários do órgão da Saúde, pois manteve em Itatinga, município ao lado, outro estabelecimento nas mesmas condições, que fora interditado em setembro deste ano.

Na manhã desta sexta-feira (24), a mesma pessoa foi flagrada no imóvel de Porangaba cortando massa de pão em uma mesa suja e sem condições de produção de alimentos, acompanhada por outros trabalhadores que preparavam massa sem equipamentos de segurança, consta do boletim de ocorrência (BO).

De acordo com o documento, uns usavam chinelos e outros estavam descalços, sendo dois adultos e dois adolescentes de 17 anos. Os quatro trabalhadores oriundos da Paraíba trabalhavam sem registro. O Conselho Tutelar, inclusive, foi posteriormente acionado.

Com o apoio da Polícia Militar, Vigilância e policiais civis estiveram no endereço, após a ouvidoria da Prefeitura de Poranbaga receber a informação de que funcionaria no local uma fábrica clandestina, que utilizava mão de obra infantil e pessoas atuando em condições insalubres, em local sem as mínimas condições de higiene.

Diante da queixa, a Vigilância acionou a polícia e seguiu para o endereço, onde era produzida grande quantidade de pães e farinha em ambiente com muito lixo, goteiras provenientes da laje e animais domésticos transitando pela instalação, situação que provocou a interdição do espaço e a inutilização dos alimentos por determinação do órgão da saúde, informa o BO.

O proprietário, que alegou estar reformando o prédio e tentando a regularização dos documentos para operar em paz, foi orientado a procurar um advogado, pois seria conduzido à delegacia. Depois de ser ouvido, foi liberado e responderá por crime contra as relações de consumo por entregar mercadoria em condições impróprias para o consumo. Ele se comprometeu a regularizar a situação.