10 de julho de 2026
APÓS DERROTA

Fragilizada, seleção Brasileira acumula derrotas e vive o seu pior ano em seis décadas

FolhaPress
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Reprodução
A despeito das expectativas da formação de uma equipe organizada na defesa e agressiva no ataque, sob o comando de Diniz o Brasil decepcionou

A derrota de virada diante da Colômbia, nesta quinta-feira (16), por 2 a 1, em partida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, não apenas expôs as fragilidades da equipe que está sendo modelada por Fernando Diniz como fará a Seleção Brasileira registrar o seu pior percentual de derrotas em um mesmo ano desde 1963. São quatro derrotas em oito duelos em 2023. A última vez que o Brasil perdeu 50% das partidas no mesmo ano foi em 1948. Na próxima terça-feira (21), no Maracanã, o próximo adversário será a Argentina, líder das Eliminatórias e atual campeã mundial.

Mesmo em caso de triunfo sobre os rivais, a equipe canarinho ainda fechará este ciclo com um percentual de derrotas de 44,44%, pior marca da equipe desde 1963, quando os brasileiros perderam oito dos 18 jogos que fizeram naquele ano.

A diferença agora é que os brasileiros não estão de ressaca como estavam há seis décadas, quando ainda era possível comemorar a recente conquista da Copa do Mundo de 1962.

A última vez que a taça veio para cá foi em 2002. Depois disso, os fracassos se acumularam. No Catar, em 2022, a equipe caiu nas quartas de final, eliminada pela Croácia, e terminou em sétimo no quadro final. Foi o quarto pior desempenho em Mundiais, superando somente 1934, 1966 e 1990, quando terminou em 14º, 11º e 9º lugar, respectivamente. Então técnico da seleção na última Copa, Tite avisou com antecedência que não ficaria no cargo seja qual fosse o resultado. O vexame não despertou nenhum coro por sua permanência. Com um treinador interino, o Brasil iniciou o ano com derrotas para Marrocos (2 a 1) e Senegal (4 a 2) e só venceu Guiné (4 a 1).

Em julho, Fernando Diniz, técnico do Fluminense, foi anunciado para dirigir a seleção também de forma interina, sem se desligar do clube, durante um ano, enquanto a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) aguarda a chegada do italiano Carlo Ancelotti, do Real Madrid, com quem a entidade diz ter um acordo. A despeito das expectativas da formação de uma equipe organizada na defesa e agressiva no ataque, sob o comando de Diniz o Brasil decepcionou. A empolgação após a goleada sobre a Bolívia, por 5 a 1, quando o treinador estreou, durou apenas até o compromisso seguinte, quando sofreu para derrotar o Peru, 1 a 0. Na sequência, a crise se agravou. Primeiro foi o empate com a Venezuela em casa, 1 a 1, depois a derrota para o Uruguai, e agora a queda diante da Colômbia.

A Seleção Brasileira nunca tinha perdido para os colombianos em jogos pelas Eliminatórias. Também não havia registrado duas derrotas consecutivas no classificatório. São marcas que reduziram drasticamente a empolgação com o trabalho de Diniz, atual campeão da Libertadores com o Fluminense.

"A equipe perdeu dois jogos e isso é muito ruim, mas eu acho que o tanto que o time mexeu, as mudanças que teve da Copa do Mundo para cá, com pouco de tempo para treinar, que tem que levar em consideração isso", argumentou o treinador.

Ele também pediu para que os aspectos positivos do jogo contra a Colômbia fossem destacados. Porém, a Seleção Brasileira teve um breve lampejo em Barranquilla, sobretudo nos primeiros minutos, quando fez o primeiro gol com Gabriel Martinelli, aos 4 minutos. Depois, só deu o time da casa, que soube recuperar o domínio do meio de campo e explorar as fragilidades das laterais do Brasil.