11 de julho de 2026
EM AVAÍ

Indígenas de Araribá lamentam morte do ativista cacique Darã

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Facebook
Cacique Darã tinha 56 anos e sofreu um infarto fulminante

Avaí - Indígenas da Terra de Araribá, em Avaí (39 quilômetros de Bauru), amanheceram de luto nesta quarta-feira (18) ao receberem a notícia da morte do cacique Darã, ativista de 56 anos que viveu na comunidade até 2006 e morreu vítima de um infarto fulminante. Da etnia tupi-guarani, Antonísio Lulu, conhecido como cacique Darã, morava atualmente na aldeia Tekoa Porã, em Itaporanga (SP), onde seu corpo está sendo velado, e era coordenador da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sudeste (Arpin Sudeste).

"O cacique Darã foi uma grande liderança da Terra Indígena de Araribá", conta o cacique Chicão Terena, da aldeia Kopenoti. O Conselho Estadual dos Povos Indígenas (Cepisp) divulgou nota de pesar. "Durante toda sua vida, lutou pelas demarcações de terras, pela saúde, pela educação e pela melhoria da qualidade de vida dos seus irmãos e parentes indígenas", disse.

Também em nota, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) lamentou a morte do indígena. "Cacique Darã foi um ativista incansável, dedicando sua vida à luta pelos direitos dos povos indígenas", ressaltou. "A Funai se solidariza com os familiares, amigos e a comunidade indígena neste momento de luto. O legado de cacique Darã permanecerá vivo".

Segundo a nota, inicialmente, a atuação dele se deu na região da Terra Araribá, onde ele morou até 2006. "Após essa fase, ele seguiu uma jornada em busca de seu território ancestral, onde seus antepassados viveram, dando início a processo de retomada na região de Itaporanga, São Paulo, juntamente com seus parentes, e fundando a Aldeia Tekoa Porã", revela.

De acordo com a Funai, o cacique foi um notável articulador, desempenhando um papel fundamental junto à Arpin Sudeste. "Sua atuação também se uniu a outras articulações nacionais, incluindo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), na defesa contra a desestruturação da política indigenista do último governo, como notável interlocutor para seu povo", afirmou.