10 de julho de 2026
SAÚDE

Musculação: conheça as lesões mais frequentes

Por Alex Lima |
| Tempo de leitura: 2 min
Pixabay
Movimentos incorretos podem provocar lesões; ter ao lado um profissional para orientar os treinos é fundamental para evitar problemas sérios

A musculação é uma das atividades físicas mais populares quando se trata de promover o bem-estar, desenvolver resistência corporal e perder gordura, entre outros benefícios. De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas, o exercício está entre os mais praticados pelos brasileiros, juntamente com a caminhada e o futebol.

Embora traga melhorias na estabilidade articular, fortalecendo os músculos e reduzindo a suscetibilidade a lesões, é importante estar ciente de que acidentes podem ocorrer se os movimentos forem executados de forma incorreta ou se houver um aumento inadequado da carga, tanto para iniciantes quanto para praticantes assíduos.

Em entrevista à Agência Einstein, o fisioterapeuta e presidente da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e Atividade Física Rodrigo Oliveira, lista as lesões que mais aparecem nas academias:

• Lesões musculares: ocorrem quando o músculo é esticado além de sua capacidade, geralmente devido a movimentos rápidos ou muito fortes.

• Entorses articulares: danos aos ligamentos que conectam ossos nas articulações. Pode acontecer quando uma articulação é forçada a movimento não natural ou extremo. Ocorre em ombro, joelho, punho e dedos.

• Tendinopatias: mais comum nos ombros e nos cotovelos, essas alterações nos tendões são muitas vezes causadas por movimentos repetitivos ou excesso de carga.

• Lesões na coluna: exercícios feitos de forma errada ou com cargas excessivas podem levar a lesões nas costas, como dor lombar e cervical, especialmente se a coluna for forçada de maneira inadequada.

As lesões musculares podem ser classificadas em grau 1, 2 e 3, sendo as duas primeiras mais comuns na musculação, ocorrendo quando um músculo de uma articulação se rompe parcialmente. Já o grau 3 implica na ruptura completa do músculo ou de grande parte dele. Nestes momentos, é crucial distinguir entre uma dor típica do treinamento e uma possível dor causada por lesão, para garantir que o tratamento seja adequado.

"Muitas vezes, o praticante de musculação na academia considera apenas como uma dor muscular de treino, mas já pode se tratar de uma lesão, ainda que seja inicial. E quando se ignora uma lesão simples, ela pode piorar e se tornar algo maior", comenta a médica do Esporte do Hospital Israelita Albert Einstein, Karina Hatano. Ela acrescenta que qualquer dor que limite a atividade física deve ser um motivo para procurar um médico.

A pesquisa "Ocorrência e Características de Lesões entre Praticantes de Musculação", realizada na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e publicada na revista Saúde e Pesquisa, envolveu a análise de 45 indivíduos com idades entre 20 e 60 anos que praticavam musculação por pelo menos três meses. Entre os participantes analisados, quase metade deles relatou ter sofrido lesões, e entre elas, 60% estavam relacionadas diretamente à prática da musculação. Os problemas mais frequentemente relatados incluíram distensão muscular, representando 35% dos casos, seguida pela tendinopatia, com 25% de ocorrência.