10 de julho de 2026
RECUO

Reunião que apreciaria criação da Faculdade de Medicina é cancelada

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Curso de Medicina da USP em Bauru segue vinculado à FOB, mas criação de nova faculdade pode voltar a ser analisada oportunidade

A reunião extraordinária do Conselho Universitário (CO) da Universidade de São Paulo (USP) agendada para 10 de outubro, em que seria apreciada a criação da Faculdade de Medicina de Bauru, foi cancelada. Hoje, a Medicina é apenas um curso. A decisão foi tomada no fim da tarde desta quinta-feira (5), após a Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da instituição solicitar a retirada do item de pauta.

A informação é da professora Marília Afonso Rabelo Buzalaf, diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP). "Assim que a COP concluir a análise orçamentária, o item poderá ser apreciado novamente", acrescentou, em nota enviada ao JC nesta sexta (6). Ela não estimou prazo para que a reunião possa ser remarcada.

O encontro entre os membros do CO ocorreria 30 dias antes da colação de grau dos 53 alunos da primeira turma do curso de Medicina e havia sido agendado justamente para que eles pudessem se graduar pela nova faculdade, se ela fosse aprovada. Agora, em meio a um cenário de incertezas, é possível que os estudantes se formem pela FOB, a qual estiveram vinculados ao longo dos seis anos de aprendizagem.

Em entrevista concedida ao JC na semana passada, Marília havia demonstrado otimismo em relação ao aceite do CO, após todos os trâmites terem sido superados, inclusive a obtenção de manifestação favorável da própria Comissão de Orçamento e Patrimônio ao projeto que descrevia toda a estrutura acadêmica e administrativa da faculdade. Conforme o JC apurou, o recuo pode ter sido influenciado por reações vindas de professores membros do CO, que anteciparam à reitoria contrariedade à proposta.

A movimentação deu-se em meio à greve de estudantes das unidades da USP na Capital, iniciada no dia 18 de setembro em razão do déficit de docentes. O entendimento dos conselheiros seria de que, se não existem recursos financeiros para realizar as devidas contratações, não haveria sentido em criar uma nova faculdade, que representaria aumento de despesas à instituição.