Mesmo durante o período de estiagem, a Secretaria de Saúde de Bauru, por meio do Departamento de Saúde Coletiva, registrou 53 novos casos de dengue. As infecções ocorreram entre 1 de setembro e 3 de outubro, fazendo com que, no total, 14.215 pessoas tenham contraído a doença na cidade neste ano, até o momento.
A pasta já demonstra preocupação com o início da primavera, quando o volume de chuvas deve aumentar, como é característico da estação. Transmissor da dengue, o Aedes aegypti se reproduz em água parada. Para tanto, a fim de evitar uma nova epidemia de dengue no verão, época de precipitações muito mais frequentes, é necessário que a população mantenha as ações de prevenção, reforçando os cuidados, alerta a assessoria de imprensa da prefeitura.
De acordo com o órgão, o município também registrou 13 óbitos por conta da doença em 2023, sendo que mais um está em investigação.
“Todos devem colaborar para a eliminação de recipientes que possam acumular água. Para manter o controle da dengue, a Secretaria de Saúde continua com diversas ações, com orientação aos moradores, eliminação de criadouros e a nebulização em áreas com casos positivos. A Prefeitura de Bauru pede a colaboração dos moradores para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como latas, pneus, potes e garrafas, que devem ser levados aos Ecopontos, e ainda verificar sempre os vasos de plantas, calhas, caixas d’água, ralos, e manter quintais, calçadas e terrenos limpos”, informa nota enviada para a imprensa.
Bauru também registrou 20 casos importados da doença, sendo que do total, 194 tiveram sinais de alarme, ou seja, exigiram mais atenção médica. Há ainda 37 casos suspeitos em investigação, no município.
Nacionalmente, a situação também exige alerta. Isso por conta da probabilidade do ressurgimento do sorotipo 3 do vírus da dengue no Brasil, o que acende alerta para epidemia em 2024, "importante e com mortes", segundo Kleber Luz, coordenador do Comitê de Arboviroses da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e consultor para arboviroses da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), braço da OMS (Organização Mundial de Saúde) nas Américas.
"Os sorotipos 1 e 2 da dengue predominam no Brasil em 2023. O 3 está muito presente no México, na América Central, e já há o encontro dele no Norte do país. Há chance de uma epidemia mais importante, com mortes", ressalta.