Pessoas que precisam ir ao prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru estão reclamando das condições do local. Elas procuraram o Jornal da Cidade nesta semana para denunciar as deficiências das instalações do imóvel, como parede com mancha preta aparentando ser mofo na parte externa, além de rachaduras, pintura descascada e fiação exposta.
Já na recepção, a câmera de segurança foi instalada de maneira improvisada, com fiação aparente. Também é possível observar portas lascadas e a ausência de aparelhos de ar-condicionado, sendo a refrigeração do espaço feita com ventilador.
Além da falta de manutenção, os usuários se queixam do local onde o IML está instalado, na confluência entre as avenidas Nuno de Assis e Nações Unidas, local frequente de inundações durante o período chuvoso. Para se ter ideia, no início de 2019, o imóvel foi tomado pela água, que chegou a 90 centímetros de altura. Na época, documentos e insumos foram perdidos e o instituto ficou quase 20 dias sem sistema de Internet. A precariedade das condições do prédio, que também apresentava infiltrações e rachaduras, motivou a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal, naquele ano.
Procurada, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica do Estado de São Paulo informou que promove a manutenção periódica do imóvel. Acrescentou, ainda, que a construção do Núcleo de Perícias Criminalísticas e Médico-Legais de Bauru deverá ser concluída no segundo semestre de 2024.
Trata-se de uma sede única, aguardada há mais de 15 anos pela cidade, que abrigará o Núcleo de Perícias Criminalísticas de Bauru e o Instituto Médico Legal. Doado pela prefeitura, o terreno fica na avenida Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, entre o Hospital Estadual e o 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BMP-I).
Conforme o JC divulgou no ano passado, serão investidos R$ 21,350 milhões para construir um imóvel de 2,5 mil metros quadrados. Os recursos são do governo do Estado.