08 de julho de 2026
OPINIÃO

Lembranças

Por Marcela Rodrigues Caldeira |
| Tempo de leitura: 1 min
Estudante

Após tudo ter acontecido tão rapidamente, estou olhando de relance seu porta-joias sobre a cômoda.

Depois de tantas tentativas falhas, eu o peguei em minhas mãos e antes de abri-lo vi nossas iniciais gravadas em um cadeado. Lembro-me de dizer que os trancava, pois não eram joias a usar, e sim lembranças a guardar... e então vi o anel, o qual te presenteei quando, enfim, cedi ao amor.

Logo depois, vi seus brincos de sua falecida mãe. Toda vez que os olhava, seus olhos pareciam uma pintura inacabada.

Também vi seu broche de pinheiro, foi a primeira vez que acampei e então te jurei lealdade sobre a luz reluzente do luar. Nunca demorou tanto para me dizer um não.