10 de julho de 2026
NOVO RECORDE

Em meio a onda de calor, Bauru tem novo recorde de temperatura

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Getty Images/iStockphoto
Onda de calor marca o fim do Inverno, neste ano, em Bauru

Em meio a uma onda de calor que se estende por toda a semana, Bauru registrou novo recorde de temperatura nesta quinta-feira (21). Conforme medição do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), os termômetros marcaram 36,7 graus às 15h30, superando a máxima alcançada no último dia 13, de 36,4 graus.

Além de ser o pico de calor do ano, esse extremo também supera as temperaturas mais altas dos últimos 24 meses, desde outubro de 2021, sendo menor do que os 39,9 graus anotados em setembro daquele ano.

E a previsão, nestes últimos dias de Inverno - estação que termina no sábado (23), às 3h50, pelo horário de Brasília -, é de que o calor persista. A condição é provocada por uma massa de ar quente que se expande verticalmente, criando uma cúpula de alta pressão que impede a aproximação de frentes frias.

De acordo com José Carlos Figueiredo, meteorologista do IPMet, as temperatura máximas seguirão elevadas, entre 34 e 36 graus, até domingo, com possibilidade de queda na segunda e terça-feira. "Isso devido a uma frente fria que deve passar pelo Oceano Atlântico, provocando chuva no Estado. Mas, na quarta, a temperatura volta a aumentar", comenta.

Caracterizado por ser a estação mais seca do ano, o Inverno também terminará com uma boa notícia: mesmo com pouco volume de chuvas, a população de Bauru não precisou ser submetida a racionamento de água. No ano passado, o DAE instituiu rodízios intercalados somente entre novembro e dezembro, mas, em 2021, as manobras começaram em março e perduraram até o fim do ano. Já em 2020, a medida foi necessária entre setembro e dezembro e, em 2019, foi iniciada em agosto e encerrada em dezembro.

Para se ter ideia, no Inverno de 2023, foram apenas 0,5 milímetros de precipitações em julho, 22,1 em agosto e 18 em setembro, até o dia 21, conforme medições do IPMet. E, apesar da estiagem, a lagoa de captação do Rio Batalha segue com nível de 3,12 metros, próximo ao patamar considerado ideal, de 3,20 metros.

De acordo com o DAE, diversas medidas, como a perfuração de dez novos poços de 2021 até agora, setorizações e implantação de adutoras, foram fundamentais para reduzir o nível de dependência do Batalha e impedir que a lagoa de captação secasse. Ainda de acordo com a autarquia, em 2017, o manancial era responsável por abastecer 36% da cidade, sendo que, em 2022, este índice caiu para 26,5%.