08 de julho de 2026
OPINIÃO

Moldando a Justiça

Por Maria Eduarda Kanashiro |
| Tempo de leitura: 1 min
Estudante

Trinta de dezembro de 1976. Casa de veraneio Praia dos Ossos, Búzios, RJ. Ângela Maria Fernandes Diniz termina seu relacionamento com Raul Fernando do Amaral, conhecido como 'Doca Street.' Inconformado e alegando merecer isso, ele atira quatro vezes contra o rosto da vítima.

No julgamento, a defesa do réu buscou desqualificar a família da vítima, alegando que a companheira o teria enfeitiçado, seduzindo-o em fantasias na complexo jogo da arte de amar.

Assim, ele desgovernado emocionalmente, tornou-se refém do amor sentido. Embora histórica, a luta para minorar as estatísticas da violência contra a mulher ainda se faz necessária.

De acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde, o feminicídio é a quinta maior taxa de assassinatos no mundo. Fatos que, pior, na maioria das vezes, tornam-se imperceptíveis.

Precisamos neutralizar esse androcentrismo pelo perigo iminente de que tais raciocínios moldem como a justiça será feita.

Em outras palavras, depende de toda a sociedade, e não apenas de um gênero, para garantir a segurança das mulheres.