08 de julho de 2026
OPINIÃO

O império da beleza

Por Júlia Rocha |
| Tempo de leitura: 1 min
Estudante

Manhã, dia 20 de agosto de 2023. Interior de SP. Emily Rodrigues, 14 anos. A adolescente se arruma para ir ao colégio. Sai de casa sem comer. Chega à escola.

Dez horas. Sua mãe Cristiane Rodrigues é chamada para ir à escola. A jovem passa mal. Está há três dias sem ingerir algo.

O fato longe estaria de se restringir a ela. Boa parte da população feminina se vê na prática.

Na busca pelas formas apolíneas, ou seja, na procura pela perfeição, muitas mulheres recorrem a caminhos prejudiciais à saúde.

O filme 'Barbie', cuja personagem é estereotipada, ou seja, com a representação da mulher branca, alta e sobretudo magra, exemplifica bem essa tendência da aparência perfeita.

Na aeróbica da argumentação, vale tudo. Sofrer e suar.

Não por acaso, academia tornou-se um lugar para ver e ser visto.

Por fim, as escolas e as empresas deveriam proporcionar palestras e campanhas para o incentivo à saúde mental como idealização de uma saúde física desejável, sem exageros.

Em outras palavras, sem viver em função do corpo.

Outras Emilys agradeceriam.