Há 57 anos, 7 de setembro de 1966, na confluência da Rua Araújo Leite com a avenida Duque de Caxias, de um lado os alunos da Escola Progresso, dirigida pela profa. Celina Neves, grande patriota, que tinha um amor incomensurável pela Pátria, não tinha receio algum em apresentar a sua escolinha de Datilografia e Taquigrafia, perto das grandes potências, as escolas Liceu Noroeste, Ernesto Monte, Guedes de Azevedo, e outras tantas de grande porte com suas fanfarras...
E lá vinha aquela professora com seus três filhos, e com os alunos que aceitavam desfilar pela escolinha, e sempre apresentava, algo diferente, ora um quadro ao vivo da independência ora um quadro pintando pelo pintor Alcione Torres, representando o Grito da Independência. Sempre tinha algo novo, inovador, nunca aceitava a mesmice... Ela vinha à frente da sua escolinha e descia a avenida Duque de Caxias, com garbo e elegância...
Bem, este preâmbulo todo para chegarmos ao fato mais importante desse desfile de 57 anos atrás... A descoberta do meu amor eterno, aquela loirinha que estava na frente do pelotão do Ginásio Moraes Pacheco, com seu uniforme todo branco e garbosa, juvenil, que eu, do outro lado da avenida, visualizei e tirei uma foto que tenho até hoje, com a minha maquininha Kodak, com rolo de filme, todo pronto para captar aquela loirinha do outro lado da avenida...
Bem, não precisa fazer muitos cálculos, no outro dia, levei ao Foto Mazetto, na rua 1º de Agosto, ao lado do Cine Capri, para revelar a foto... Quanta ansiedade, e o domínio da espera, pois a revelação não era feita na hora, tinha que esperar... Quanta angustia...
Feita a revelação, eu todo contente levei a foto na sala de aula da Escola Comercial Senac, onde eu estudava na 8ª série... e eis que Mariza, uma colega de classe, falou: - Eu conheço essa menina, é a Vera Tozze, estuda no Moraes Pacheco... Pronto, estava dado o pontapé inicial. Possuidor de todas as dicas da colega, foquei domingo 18 de setembro, lá estava eu na Fila do Cine São Paulo, que era o point do momento.
Começa a sessão, as luzes de apagam, e lá vou eu, dirigindo-me até a cadeira vazia que estava ao lado de Vera Lucia... e pergunto:- "Está ocupado esse lugar? - "Não", foi a resposta... Pronto, estamos juntos até hoje, 57 anos decorridos de muito amor, muita luta, muitas vitórias, 2 filhos lindos, 2 netos, 2 noras, e uma família maravilhosa...
Te amo sempre...