Cara, que legal, o meu irmão Carlos me contou que o amigo Gobinho mandou para o Fagner o texto que escrevi aqui na Tribuna do Leitor, ele leu, ficou emocionado e agradeceu...
Que bonito, em um momento de inteligência emocional, show do Alok, com mais e uma centena de detidos com mais um arrastão na praia de Copacabana, concursos de bunda para todos os gostos... o Fagner, lá em Fortaleza, lê um texto simples, despido de vaidade, apenas um texto sobre um dos maiores cantores do Brasil.
Só isso! E aí vem o Zema vomitando aquele texto de superioridade do sul maravilha em detrimento ao nordeste, pergunto: o que fazer com essa nova safra de políticos brasileiros?
Vamos ao que interessa: assista ao Chico César mais o Geraldo Azevedo, em Salvador, no evento chamado chamado Violievoz, e acredito, no fundo do coração, que a MPB tem saída, tem dignidade.
Tem coragem de enfrentar o que está aí comandada pela TVZ da vida, um lixo gratinado e um bunda carcomida em diversos programas, shows, lives nas programações diárias desses canais que usam e abusam do público brasileiro.
Assisti três vezes a um show eletrizante, na concha acústica em Salvador, um show afinado com o político, e uma plateia cantando letras de muita cabeça, que tem dono, "Vem vamos embora..." letra de "Caminhando" ou "Pra dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré, que tremeu o Maracanãzinho em 1968, era um aviso para a chegada do sangrento AI 5.
Meu caro e minha cara, a força desse público era muito forte.
Cara, assista e entre de cabeça na força dos baiões, baladas, reggaes, folks e xotes, no repertório essencial - autoral da dupla.
Mas Paulo, só é autoral?
Cara, não emita opinião sem ver, não emita opinião sem ver. Por exemplo, escute "Paula e Bebeto", de Milton Nascimento e Caetano Veloso, de 1975. Eles cantam com a plateia a liberdade de amar, animação, mas acima de tudo uma consciência social e política que só poderia vir de dois nordestinos, de um Chico César paraibano, de Catolé da Rocha, e se um Geraldo Azevedo, pernambucano de Petrolina, precisa de mais referência?
Cara, você vai ver dois artistas engajados, mais do que nunca lúcidos querendo um Brasil mais justo, mais honesto, mais digno, sem corrupção. um Brasil sem fake news.
Um Brasil de negros, índios, pardos e brancos...