08 de julho de 2026
RIO BATALHA

Lagoa: desassoreamento será em etapas

Por Larissa Bastos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Bruno Freitas
Com remoção das macrófitas, profundidade da lagoa de captação da ETA deverá aumentar de 500 centímetros a 1 metro

Além do desmatamento excessivo da mata ciliar, outro grave problema que aflige o Rio Batalha é o assoreamento do manancial em vários pontos, inclusive na lagoa de captação da Estação de Tratamento de Água (ETA), em Bauru. A boa notícia é que o desassoreamento do local onde a água é represada está prestes a sair do papel, diz o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru, o engenheiro civil Leandro Joaquim. O procedimento será realizado em etapas e a primeira delas deve começar até o final de setembro próximo.

Conforme o JC já noticiou, a retirada dos sedimentos acumulados no fundo da lagoa é aguardada há muito tempo, pois elevará a capacidade de reservação de água no local.

Leandro Joaquim explica que o desassoreamento tem várias fases e, por isso, foi dividido em etapas - com editais diferentes - para agilizar o procedimento. O investimento total será de aproximadamente R$ 8 milhões.

"Está em fase de elaboração (o termo de referência) o edital que contratará a empresa que fará a primeira parte, de retirada da macrófita (plantas aquáticas). Isso aprofundará a lagoa, em média, de 50 centímetros a 1 metro. Ela tem uma área de 180 mil metros quadrados. Ou seja, só nisso, já aumentaremos bastante a capacidade de reservação", explica.

Após a primeira etapa, será possível firmar com a empreiteira que realizará o desassoreamento propriamente dito, que levará em torno de um ano. "Ao invés de descartar os sedimentos retirados em um aterro, estamos estudando armazená-los em bags (sacos) e usá-los como bolsões pneumáticos, para aumentar a profundidade e o comprimento do represamento. A ideia seria elevar a barragem para aprofundar a lagoa em mais 1,5 metro", detalha o engenheiro civil, pontuando que essa reutilização também reduzirá o custo da obra.

Outro problema a ser enfrentado pela autarquia são as perdas de 49,22% entre produção e distribuição da água captada pelo Rio Batalha. O dado é do Diagnóstico Anual de Água e Esgoto referente a 2020, produzido pelo Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS).

"Estamos bastante focados no combate aos vazamentos na distribuição e na própria ETA, porque esse índice é muito ruim. Então, estamos agilizando o conserto de vazamentos com uso do Geofone (aparelho que identifica com mais precisão o local do vazamento abaixo da superfície), melhorando a tubulação velha e programando a substituição dos filtros da ETA, que são muito antigos", complementa Leandro Joaquim.

Várias ações devem ser promovidas de forma simultânea 

A questão do assoreamento também atinge outros trechos do Rio Batalha além da lagoa de captação, principalmente nos pontos em que há falta de mata ciliar para evitar que a enxurrada carregue sedimentos até o leito, conforme alerta Gabriel Motta, presidente do Fórum Pró-Batalha e engenheiro florestal da Secretaria Municipal de Agricultura (Sagra).

"Precisamos de um projeto de drenagem eficiente no bairro Águas Virtuosas, que está em elaboração; estradas rurais devem ser melhoradas e curvas de nível devem ser feitas nas plantações. Buscamos a adesão dos proprietários (de áreas particulares)", conclui.